O jogo entre Manaus x Parintins realizado ontem (7) foi marcado por polêmica. A partida pela seminal do segundo turno do Campeonato Amazonense teve um lance digno de estranheza em todo o país pois o árbitro Leonado Chaul Paixão marcou um pênalti a favor do Parintins, com a justificativa de toque de mão.

A disputa foi realizada no estádio Carlos Zamith, na capital do Amazonas e os donos da casa venciam por 1 a 0 até os 42 minutos do segundo tempo. O juiz pertencente ao quadro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) deu a penalidade máxima favorável ao time visitante.

No entanto, quem usou as mãos para impedir o gol dos visitantes foi Eugênio, goleiro do Manaus. Cadu, do Parintins, finalizou após cruzamento pela direita e Gutierrez, capitão do Manaus, fez um movimento com o braço após o chute, que parou na defesa de Eugênio. De imediato, o árbitro marcou o pênalti para os visitantes, que foi convertido, deixando o placar em 1 a 1. Mesmo após conversar com seus auxiliares, o juiz manteve a marcação da penalidade.

A partida precisou ser decidida nos pênaltis e o Parintins venceu a disputa por 5 a 4, eliminando o Manaus na semifinal. No pós-jogo, o clima era de muita indignação e os donos da casa manifestaram insatisfação com o grave erro cometido por Leonardo Chaul Paixão.

“É um evento que vai ficar marcado negativamente na história do futebol amazonense. Acho que a presidência da federação, o senhor Ednailson Rozenha, deve tomar uma atitude. Se não tomar, o senhor estará sendo conivente com o que está acontecendo. Espero que tenha uma atitude de desportista e de um presidente da federação que me representa”, disparou Luis Mitoso, presidente do Manaus.

O lance polêmico gerou repercussão em todo o país. Páginas voltadas ao esporte classificaram o erro do árbitro como bizarro e houve até questionamentos sobre a possível criação de uma nova regra por parte de Chaul Paixão.

Outras também enfatizam a necessidade de maior preparo da arbitragem e uso do VAR em competições regionais, para evitar que decisões equivocadas comprometam meses de trabalho de clubes e atletas.

(*) Com informações do Antenados no Futebol