O Núcleo de Relações Internacionais da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Nuriam) apresentou um anteprojeto de lei para a criação do primeiro “Plano de Relações Internacionais do Amazonas”. O evento ocorreu na manhã desta quarta-feira (18), no auditório Cônego Azevedo, na sede do Poder Legislativo, e contou com a participação de órgãos estaduais e federais, além de organizações internacionais, instituições e representantes da sociedade civil.
Segundo o presidente do Nuriam, deputado estadual João Luiz (Republicanos), o plano foi construído a partir de reuniões com acadêmicos de universidades do estado, especialmente da área de relações internacionais, e apresentado a representantes de órgãos estaduais e federais para aprimoramento, com foco em beneficiar o Amazonas.
“O Amazonas precisa consolidar sua presença no cenário internacional e fortalecer sua identidade perante o mundo. Não podemos permitir que interesses externos se sobreponham à gestão de nossas riquezas. Temos um enorme potencial e é nosso dever apresentá-lo de forma estratégica e responsável. Nesse sentido, damos um passo decisivo ao apresentar um anteprojeto de lei que viabiliza a construção de um plano de relações internacionais, com o objetivo de posicionar o Amazonas de maneira protagonista no contexto global”, ressaltou o deputado.
O presidente da Amazonastur, Marcel Alexandre, destacou a importância do debate conjunto sobre o anteprojeto, com vistas a ampliar a autonomia do Amazonas em temas internacionais.
“Parabenizo o deputado João Luiz pela importante iniciativa de propor a criação de um plano estratégico de relações internacionais, que contribui para fortalecer o protagonismo político do Amazonas. O turismo é um dos setores mais beneficiados pela ampliação das relações internacionais, gerando novas oportunidades para o crescimento econômico do estado. O Brasil já se destaca no cenário internacional, e o Amazonas está inserido nesse contexto. Por isso, contar com um plano estruturado de relações internacionais é fundamental para impulsionar o nosso desenvolvimento”, ressaltou.
Membros do Movimento de Relações Internacionais do Amazonas (MRIAM) estiveram presentes na discussão e se colocaram à disposição para contribuir com a construção do plano, reforçando o compromisso de fortalecer a agenda internacional do estado.
“Reconhecemos a importância desta iniciativa conduzida pelo deputado João Luiz, por meio do Nuriam. Este espaço demonstra que o Amazonas começa a tratar as relações internacionais como política pública. Nossa presença aqui tem um sentido claro: contribuir com organização, diálogo e formação. O movimento reúne jovens, estudantes e profissionais que já atuam ou se preparam para atuar nesta área”, destacou Lucas Orlando, coordenador-geral do MRIAM.
Participaram do evento representantes da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), da Secretaria de Estado da Casa Civil, da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejusc), da Fundação Estadual dos Povos Indígenas do Amazonas (Fepiam), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), da Secretaria de Estado de Relações Federativas e Internacionais (Serfi), da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), entre outras instituições e a sociedade civil.
Objetivo do plano
O Plano de Relações Internacionais do Amazonas tem como objetivos atrair investimentos estrangeiros que gerem emprego e renda; estimular o turismo e programas de cooperação nas áreas de tecnologia, ciência e cultura; investir na qualificação profissional da mão de obra local para a economia global; fortalecer o setor produtivo; e estabelecer relações cooperativas com regiões fronteiriças de países vizinhos, entre outras iniciativas.
(*) Com informações da assessoria
