O secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Vinícius Almeida, defendeu que facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam enquadradas como organizações terroristas no Brasil.

A declaração foi feita ao comentar o avanço dessas facções no país e o nível de violência empregado pelos grupos. Segundo o secretário, o poder bélico e a forma de atuação das organizações vão além do conceito tradicional de crime organizado.

“E hoje, quando se discute, por exemplo, em incluir essas duas organizações como uma organização terrorista, que o são, o Brasil ainda patina em atribuir a essas organizações criminosas o terrorismo porque são terroristas. São terroristas. É impossível dizer que não são quando descem o nosso rio munidos de [armamento] .50, munidos de lancha blindada, munidos de lança-granada”, afirmou.

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As declarações ocorrem em meio ao debate internacional sobre o tema. Enquanto os Estados Unidos defendem que facções transnacionais recebam esse tipo de classificação para ampliar mecanismos de sanções financeiras e cooperação internacional, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) sustenta que, pela legislação brasileira, esses grupos são enquadrados como organizações criminosas com fins lucrativos, e não como terrorismo de motivação ideológica.

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