O Curral Zeca Xibelão recebeu, na noite desta quarta-feira (1º), uma apresentação marcada por fé, emoção e inclusão social. Na ocasião, a Associação Pestalozzi, em parceria com o Boi Caprichoso, encenou a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
Além disso, estudantes com Síndrome de Down e pessoas com deficiência (PCDs) protagonizaram o espetáculo, que reuniu familiares, apoiadores e o público em geral. Durante a apresentação, os espectadores acompanharam cada cena com atenção e, ao mesmo tempo, se envolveram com uma narrativa sensível e carregada de simbologia.
Trabalho coletivo valoriza protagonismo dos alunos
Nesse contexto, a diretora da Associação Pestalozzi, Dalva Nascimento, destacou que o projeto envolve esforço coletivo e vai além do palco.
“Todas essas roupas foram confeccionadas dentro da escola. Tivemos patrocinadores que foram fundamentais, além dos grupos de música e dança que participaram. A escola não faz um trabalho sozinha, existe toda uma equipe que torna possível apresentar esse trabalho”, afirmou.
Parceria fortalece cultura e amplia inclusão
Além do trabalho da instituição, a parceria com o Boi Caprichoso teve papel essencial na realização da encenação. Segundo o presidente do Conselho de Arte do boi, Ericky Nakanome, o momento representa um marco para o espaço cultural.
“É a primeira vez que o Caprichoso recebe, em seu curral, um evento teatral como esse. Vimos muito talento dos atores e atrizes, que deram um verdadeiro show. É um momento de reflexão por meio da arte, e que o Caprichoso continue acolhendo todas as comunidades”, afirmou.
Preparação reforça dedicação dos participantes

Ao mesmo tempo, o professor Clodoaldo Oliveira, responsável pela coordenação teatral, ressaltou o envolvimento dos alunos desde o início do projeto.
“Desde fevereiro a gente está trabalhando nesse projeto. Era um desejo da escola sair das quatro paredes e apresentar para o público. Eles são espontâneos, cada um tem seu talento, e a gente transforma isso em espetáculo. Não se constrói um espetáculo sozinho, são muitas mãos, professores, música, dança, todos colaboram para esse resultado”, explicou.
Famílias se emocionam com apresentação
Além da equipe, os familiares também participaram ativamente e se emocionaram com o resultado. Nesse sentido, Helena Farias, irmã de Carlos Farias — que interpretou Jesus — destacou a dedicação do participante.
“Ele sempre participa das atividades da escola e eu procuro acompanhar. Ele é muito dedicado, quando coloca algo na cabeça, ele vai até o fim. Não pensa em dificuldade, ele quer cumprir o que se compromete a fazer. Por isso, sempre é chamado para as apresentações”, contou.
Arte promove inclusão e transformação social
Por fim, a encenação reforça o papel da arte como ferramenta de inclusão e expressão. Dessa forma, o espetáculo reúne a comunidade e valoriza o protagonismo dos alunos da Associação Pestalozzi.
Assim, iniciativas como essa mostram que cultura e educação caminham juntas e, sobretudo, contribuem para a inclusão social e a transformação da sociedade.

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