A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), realizou nesta sexta-feira (8) uma campanha de higiene das mãos. A ação reforça a importância da prática correta na prevenção da transmissão de infecções.

A iniciativa foi coordenada pela Comissão de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (CCIRAS) e ocorreu em alusão ao Dia Mundial de Higiene das Mãos, celebrado em 5 de maio.

Campanha alcança setores assistenciais

Durante a mobilização, equipes visitaram diferentes áreas assistenciais da unidade. Entre elas, UTI adulto e pediátrica, internação, ambulatório, quimioterapia, urgência, oncologia clínica e endoscopia.

Além disso, a ação incluiu palestras, distribuição de folders e entrega de brindes aos servidores.

Segundo a coordenadora da CCIRAS, Deborah Prestes, a campanha reforça protocolos essenciais no ambiente hospitalar.

“Neste dia D da campanha, realizamos palestras, distribuição de folders e brindes para os servidores, para alertar que, enquanto profissionais de saúde, devemos seguir corretamente os cinco momentos obrigatórios, preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para higienizar as mãos quando estamos realizando assistência ao paciente”, explica a coordenadora da CCIRAS, Deborah Prestes.

OMS define cinco momentos para higienização

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece cinco momentos essenciais para a higienização correta das mãos: antes de tocar o paciente, antes de procedimento limpo/asséptico, após risco de exposição a fluidos, após tocar o paciente e após tocar superfícies próximas ao paciente.

De acordo com a coordenação, o cuidado é ainda mais importante no atendimento oncológico.

“O paciente oncológico, muitas vezes, tem imunidade baixa devido à doença e ao tratamento. Uma bactéria simples pode virar infecção grave. Então a higiene das mãos é a barreira número um contra as chamadas Iras, as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde”, explicou a coordenadora.

Hospital reforça proibição de adornos

Durante a campanha, a FCecon também reforçou a proibição do uso de adornos no ambiente hospitalar, como anéis, brincos e colares.

A medida segue a Norma Regulamentadora (NR) 32, do Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo a norma, esses itens aumentam o risco de infecção cruzada entre pacientes, já que podem acumular bactérias por longos períodos.

Além da ação educativa, a CCIRAS mantém orientações diárias nos setores assistenciais para reforçar os protocolos de segurança e prevenção de infecções.

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