Um vídeo em que um homem admite crimes de estupro e pedofilia passou a circular intensamente em aplicativos de mensagens em Manaus. Dessa forma, as imagens anteciparam a repercussão de um crime brutal. Nas gravações, o indivíduo aparece sob visível coação e afirma textualmente que “gostava de crianças”.
Portanto, poucas horas após o material viralizar, testemunhas encontraram o corpo do suspeito esquartejado e com uma faca cravada no crânio, na tarde desta segunda-feira (8), no Ramal do Ipiranga, Zona Leste da capital.
Além disso, investigadores coletaram informações preliminares na região de que criminosos capturaram o homem ainda no sábado. O grupo o manteve em cativeiro para a gravação do material e, em seguida, realizou a execução.
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Contudo, a Polícia Civil ressalta que a apuração confirmará a veracidade das acusações e a autenticidade das mídias digitais apenas com o avanço do inquérito. Afinal, confissões sob ameaça não possuem validade legal.
Dinâmica do descarte e perícia no local
O caso veio a público por volta das 17h30, após uma denúncia anônima. Uma pessoa que passava pelo ramal avistou os restos mortais em uma ribanceira. Imediatamente, ela relatou o fato a uma equipe de imprensa local, que acionou as autoridades de segurança.
De acordo com os dados técnicos da perícia inicial do Instituto de Criminalística (IC), os assassinos mataram o homem antes do descarte. Os peritos identificaram diversas perfurações causadas por disparos de arma de fogo, além da mutilação total dos membros.
Os criminosos colocaram os restos mortais dentro de uma mala de viagem e transportaram o material até a área de mata densa, perto de um balneário local. No entanto, a bagagem se abriu com o impacto da queda ao ser arremessada na ribanceira. Por consequência, os membros do corpo ficaram espalhados pela vegetação de difícil acesso.
Bilhete manuscrito
Os executores deixaram um bilhete escrito à mão ao lado do cadáver. A mensagem afirmava que a morte serviu como punição pelo crime de estupro. Paralelamente, moradores da localidade apontavam que o indivíduo era alvo de boatos de abusos na comunidade. Eles suspeitavam, inclusive, que o homem guardava material ilícito, linha que a polícia também vai checar.
Por conta disso, policiais militares da 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) isolaram a área para o trabalho das equipes técnicas. Do mesmo modo, agentes do Corpo de Bombeiros atuaram no resgate dos membros devido à declividade do terreno. Por fim, o Instituto Médico Legal (IML) realizou a remoção.
Próximos passos da Polícia Civil
A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) registrou o homicídio e vai investigar o caso minuciosamente. Atualmente, o primeiro desafio da especializada é a identificação oficial do cadáver. Os peritos farão exames necropapiloscópicos (impressões digitais) ou de DNA, pois a vítima não portava documentos.
Assim que confirmar a identidade, a DEHS vai cruzar os dados com o homem que aparece no vídeo. O objetivo é rastrear tanto os autores do assassinato quanto os responsáveis pela gravação e compartilhamento do material digital nas redes.
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