Manaus (AM) – A 2.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus inicia nesta quarta-feira (27) o julgamento de Gil Romero Machado e José Nílson Azevedo da Silva, acusados pela morte de Débora da Silva Alves e do bebê que ela esperava. O crime ocorreu em 30 de julho de 2023 e teve grande repercussão no Amazonas.

Os réus respondem pelos crimes de homicídio qualificado, violência doméstica, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver. Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio teria sido praticado por motivo torpe, com uso de meio cruel, tortura, sofrimento excessivo e recurso que dificultou a defesa da vítima, além da qualificadora de feminicídio.

O processo, de número 0565678-11.2023.8.04.0001, foi pronunciado para julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) após análise de recursos apresentados pelas defesas.

Júri terá depoimentos de testemunhas e interrogatório dos réus

Para a sessão plenária, a acusação arrolou oito testemunhas. Já a defesa indicou nove testemunhas em favor de Gil Romero Machado e cinco em favor de José Nílson Azevedo da Silva.

Embora o Código de Processo Penal estabeleça limite de cinco testemunhas para julgamento em plenário, o Tribunal considerou válida a ampliação devido à quantidade de crimes atribuídos aos acusados.

Durante o julgamento, serão realizados depoimentos das testemunhas, interrogatórios dos réus e os debates entre Ministério Público, assistente de acusação e advogados de defesa.

A sessão será realizada no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, em Manaus, sob condução da 2.ª Vara do Tribunal do Júri.

Relembre o caso

Débora da Silva Alves desapareceu em julho de 2023 e foi encontrada morta dias depois. O caso ganhou ampla repercussão no Amazonas devido à brutalidade do crime e às circunstâncias envolvendo a vítima, que estava grávida.

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