O céu terá uma combinação rara entre a noite deste sábado (30) e a madrugada de domingo (31). Nesse período, os brasileiros poderão observar a ocorrência simultânea da Lua Azul e da microlua.

Embora os fenômenos possam ser vistos em todo o país, a diferença visual será discreta e poderá passar despercebida para a maioria das pessoas.

O que é a Lua Azul?

A Lua Azul é o nome dado à segunda Lua Cheia registrada dentro do mesmo mês do calendário.

Apesar da denominação, o satélite natural não muda de cor e continuará com sua aparência habitual. O fenômeno ocorre porque o ciclo lunar dura aproximadamente 29 dias e meio, enquanto os meses possuem entre 28 e 31 dias.

Dessa forma, quando uma Lua Cheia acontece nos primeiros dias do mês, pode haver tempo suficiente para uma segunda ocorrência antes do encerramento do período.

Por que a Lua será uma microlua?

Além de ser uma Lua Azul, a Lua Cheia deste fim de semana também será uma microlua.

Esse fenômeno acontece quando a Lua atinge o apogeu, ponto mais distante da Terra em sua órbita. Segundo o astrônomo Gabriel Hickel, professor da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e parceiro do Observatório Nacional, o satélite estará a cerca de 406 mil quilômetros do planeta.

Por isso, a Lua aparecerá ligeiramente menor e menos brilhante do que uma Lua Cheia comum observada em momentos de maior proximidade com a Terra.

Antares também será destaque no céu

Além da Lua, outro atrativo para os observadores será a proximidade aparente com Antares, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião.

Conhecida por sua tonalidade avermelhada, Antares deverá criar um contraste visual interessante ao lado do brilho prateado da Lua.

Diferença será difícil de notar

Apesar da raridade do fenômeno, especialistas explicam que a maioria das pessoas provavelmente enxergará apenas uma Lua Cheia normal.

Comparada a uma superlua, a microlua pode parecer cerca de 12% menor e até 25% menos brilhante. No entanto, essa diferença costuma ser difícil de identificar sem uma comparação direta.

“Dificilmente as pessoas notarão diferença. A questão é que o cérebro humano funciona à base da comparação instantânea e, sem ver de forma simultânea uma superlua e uma microlua, não há como comparar”, explicou Hickel.

Como observar e fotografar o fenômeno

Especialistas recomendam acompanhar o surgimento da Lua no horizonte logo após o anoitecer deste sábado.

Além disso, esse horário é considerado o melhor para fotografias por causa da chamada “ilusão lunar”, efeito óptico que faz o satélite parecer maior quando está próximo ao horizonte.

Para obter imagens mais interessantes, a orientação é procurar locais com visão ampla do horizonte e incluir elementos da paisagem na composição.

“Busque locais com horizonte aberto e elementos interessantes para a composição das fotos. Para registrar o momento com o celular, especialistas orientam ajustar a exposição da câmera manualmente para evitar que o brilho excessivo da Lua apague os detalhes da imagem”, sugeriu o especialista.

Fenômeno encerra maio com espetáculo astronômico

Mesmo que as diferenças visuais sejam sutis, a coincidência entre Lua Azul e microlua torna o evento especial para entusiastas da astronomia e observadores do céu.

Por isso, a noite deste sábado promete ser uma oportunidade para admirar um fenômeno pouco comum e registrar belas imagens do céu.

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