Seis detentos fugiram da Delegacia de Polícia de Barreirinha, no interior do Amazonas, após serrar as grades da cela onde estavam presos na madrugada de sábado (4). Desde então, as polícias Civil e Militar realizam buscas para localizar o grupo, que continua foragido.
De acordo com a Polícia Civil, os presos usaram uma rede para alcançar o teto da unidade. Em seguida, serraram as grades da cela e conseguiram escapar.
As equipes intensificaram as buscas na área urbana e na zona rural do município. Além disso, policiais da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM) reforçaram a operação. Mesmo assim, até esta segunda-feira (6), nenhum dos fugitivos havia sido recapturado.
Quem são os foragidos
Os detentos foram identificados como:
- Adriel Pinheiro;
- Angelo Viana de Assis;
- Gabriel Roberto Xavier;
- Gavilan Alencar da Costa;
- Kelvin da Silva;
- Messias da Silva e Silva.
Segundo a Polícia Civil, entre os fugitivos há investigados por crimes como homicídio e tortura.
Além das buscas pelos detentos, a corporação também procura pessoas suspeitas de ajudar na fuga. Os investigadores já identificaram esses envolvidos, mas ainda não divulgaram os nomes.
Polícia pede ajuda da população
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar como a fuga aconteceu e informou que mantém diligências ininterruptas para localizar os presos.
Além disso, a corporação pediu a colaboração da população. Informações sobre o paradeiro dos foragidos podem ser repassadas, de forma anônima, pelos telefones 197, 181, (92) 3667-7575 ou (92) 99115-2095. O sigilo do denunciante é garantido.
Região registra sequência de fugas
A fuga em Barreirinha é o terceiro caso registrado no Baixo Amazonas em pouco mais de seis meses.
Em dezembro de 2025, 14 detentos escaparam da unidade prisional de Maués após serrar uma grade durante o banho de sol. Entre eles, havia investigados por homicídio, roubo e tráfico de drogas.
Poucos dias depois, outros dois presos fugiram da Delegacia de Polícia de Parintins. Na ocasião, eles utilizaram uma “teresa”, corda improvisada com lençóis ou pedaços de tecido, para deixar a unidade.
Somando os casos de Maués e Parintins, 16 presos escaparam. Desse total, nove foram recapturados, enquanto sete continuam foragidos.
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