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Editorial

A guerra pelo ouro

Os indígenas que repudiam a garimpagem criminosa exigem que a PF e a Funai (Fundação Nacional do Índio) intervenham para acabar com a extração ilegal de minérios e restaurar a paz entre os indígenas

Divulgação

A situação é cada vez mais crítica na Terra Indígena Baú, no sudoeste do Pará, onde a Polícia Federal se mobiliza para evitar a ocorrência de uma tragédia com a generalização do conflito entre os indígenas Kayapós que se dividem quanto à questão da garimpagem ilegal de ouro na região.

Os indígenas que repudiam a garimpagem criminosa exigem que a PF e a Funai (Fundação Nacional do Índio) intervenham para acabar com a extração ilegal de minérios e restaurar a paz entre os indígenas.

Por conta de conflitos envolvendo os garimpos e indígenas na Amazônia, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (Cidh) ameaça levar o Brasil à Corte da Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo descaso governamental em relação aos povos ianomâmi e munduruku.

Para a Cidh, os territórios indígenas localizados em Roraima e Pará foram transformados em vergonhoso estado de barbárie devido aos garimpeiros que corrompem os indígenas e usam a extrema violência para explorar ouro nesses territórios.

Se a PF e a Funai não conseguirem se impor na Terra Indígena Baú, os garimpeiros vencerão a disputa e terá se instalado em uma imensa faixa do território amazônico uma guerra com repercussão altamente negativa no mundo, desgastando mais a imagem do governo brasileiro perante a comunidade internacional.

Apenas em Roraima, o contrabando de ouro, na Terra Ianomâmi, conforme a PF, amealhou mais de R$ 200 milhões em dois anos. Isso é o bastante para constatar que a barbárie prosseguirá se providências sérias não forem tomadas com urgência.

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