A Geração Z vive para as redes sociais? Prefere registrar momentos a aproveitá-los? Está trocando relacionamentos por conexões casuais? Uma pesquisa inédita realizada por Beats, marca de drinques prontos da Ambev, sugere que a resposta pode não ser tão simples.
Por meio da plataforma de pesquisa online Toluna, a marca ouviu 1.000 brasileiros. Desse total, 500 eram jovens da Gen Z, entre 18 e 24 anos, e 500 pertenciam a outras gerações. Assim, todos responderam às mesmas perguntas, permitindo comparar percepções e autoimagem.
O resultado revela um contraste. Muitos comportamentos normalmente associados à geração aparecem com mais força na visão de quem a observa do que entre os próprios jovens. Dessa forma, a pesquisa mostra uma diferença entre o estereótipo e a maneira como a Gen Z se enxerga.
Percepção sobre a vida digital
A diferença fica especialmente evidente quando o assunto é vida digital. Segundo a pesquisa, 83% dos entrevistados de outras gerações acreditam que a Gen Z prefere registrar momentos a vivê-los.
Entre os próprios jovens, porém, apenas 19% concordam com essa afirmação. Ou seja, a percepção externa é mais de quatro vezes maior que a identificada entre os participantes da Gen Z.
O mesmo acontece em relação às redes sociais. Para 84% dos entrevistados de outras gerações, os jovens escolhem experiências pensando em como elas vão aparecer online. Por outro lado, entre a própria Gen Z, esse número cai para 29%.
Jovens dizem priorizar o momento
Quando o tema é diversão, o contraste continua. Para 81% das outras gerações, os jovens dançam mais para produzir conteúdo do que para curtir o momento.
Já entre os integrantes da Gen Z, apenas 21% compartilham dessa percepção. Ainda assim, a pista continua sendo parte importante da experiência: 57% afirmam que costumam dançar em festas.
Além disso, os relacionamentos ajudam a contar essa história.
Enquanto 73% dos entrevistados de outras gerações acreditam que a Gen Z prefere relações casuais, apenas 24% dos próprios jovens concordam. Nesse caso, a diferença também aparece entre a percepção externa e a autoimagem.
Ao mesmo tempo, 85% se definem como mais seletivos na hora de se envolver romanticamente. Portanto, para os participantes, cuidado na escolha não significa necessariamente falta de interesse em construir vínculos.
Beats fala em “menos rótulos”
Para Beats, os resultados mostram que a conversa sobre essa geração pode exigir mais escuta e menos rótulos.
“Quando iniciamos a pesquisa, queríamos dar voz aos jovens para que eles próprios contassem como se enxergam. O que mais nos chamou a atenção foi a distância entre essa percepção e a imagem que muitas pessoas ainda têm da Gen Z”, afirma Mariana Porto, diretora de marketing de Beats.
“Existe uma tendência de resumir essa geração a comportamentos ligados ao universo digital. No entanto, Beats construiu, ao longo do tempo, uma conexão muito próxima com esse público e sempre acreditou que os jovens também valorizam a presença, as experiências reais e as relações significativas. Agora, os dados reforçam algo que já observávamos na prática: a socialização continua ocupando um papel importante em suas vidas”, completa.
O esquenta como parte do rolê
A pesquisa faz parte do trabalho contínuo de escuta cultural que Beats desenvolve junto ao público jovem adulto. Mais do que identificar tendências, a iniciativa busca entender transformações de comportamento que estão moldando novas formas de socializar, se divertir e construir relacionamentos.
Além disso, os resultados inspiram a nova campanha da marca. A principal provocação surgiu a partir do próprio estudo: afinal, quanto da imagem sobre a Gen Z foi criada pelos próprios jovens e quanto foi construída por quem observa essa geração de fora?
A partir dessa escuta, Beats identificou um comportamento que traduz a forma como esse público vive: para essa geração, e para Beats, o esquenta já é o rolê.
Mais do que uma etapa anterior à festa, o esquenta concentra conversas, encontros, música e as primeiras histórias da noite. Assim, a campanha mostra que é nesse momento que a Gen Z vive experiências que muitas vezes passam despercebidas por outras gerações.
Ao mesmo tempo, ao transformar esse ritual em plataforma de marca, Beats coloca em evidência o que acontece antes mesmo de a festa começar oficialmente.
Além de apresentar respostas, Beats propõe uma reflexão sobre os comportamentos que cercam essa geração. Nesse sentido, a iniciativa também destaca a importância de representá-la de forma mais próxima da maneira como os próprios jovens vivem, se conectam e socializam.
Sobre a Ambev
A Ambev tem como propósito “Sonhamos grande por um futuro com mais brindes”. A empresa brasileira possui operações em 18 países e mantém um portfólio diversificado de bebidas.
Além disso, a companhia desenvolve iniciativas voltadas ao ecossistema de bebidas, como o BEES, plataforma projetada para parceiros do varejo, e o Zé Delivery, aplicativo de entrega de bebidas disponível em mais de 850 cidades.
No Brasil, a empresa reúne mais de 24 mil pessoas. A equipe atua na produção de bebidas e em iniciativas ligadas a momentos de celebração e conexão.
Da mesma forma, a companhia afirma incentivar experimentação, inovação e desenvolvimento de soluções para consumidores, clientes e parceiros.
A Ambev também declara compromisso com a construção de marcas e com a produção de bebidas dentro de padrões de qualidade. Além disso, a empresa defende o consumo responsável e desenvolve iniciativas, parcerias e campanhas relacionadas ao tema.
Por fim, a companhia afirma trabalhar para oferecer opções para diferentes ocasiões e estilos de vida. Para isso, amplia o portfólio e investe em soluções voltadas às diferentes preferências e momentos de consumo dos brasileiros.
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