O Brasil registrou 665 casos de mpox em 2026, segundo o Ministério da Saúde. Apesar de exigir atenção, o número não representa motivo para pânico. Afinal, os registros são 94% menores que os de 2022, quando o país enfrentou um surto da doença, com 10.821 casos notificados.

Mesmo com a redução, o cenário exige informação, prevenção e vigilância. Por isso, especialistas recomendam atenção aos sintomas e cuidados para diminuir o risco de transmissão.

Como ocorre a transmissão da mpox?

O vírus MPXV causa a mpox e se espalha principalmente pelo contato direto com lesões na pele, mucosas e secreções de pessoas infectadas. Além disso, contatos íntimos, incluindo relações sexuais, representam situações de maior risco.

O contágio também pode ocorrer pelo contato com objetos contaminados. Em determinadas circunstâncias, secreções respiratórias transmitem o vírus durante contatos próximos e prolongados.

Quais são os principais sintomas?

Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça, dores musculares, aumento dos linfonodos (ínguas) e lesões na pele ou nas mucosas.

No entanto, as manifestações variam de pessoa para pessoa. Nem todos apresentam sintomas gerais. Além disso, algumas lesões aparecem de forma discreta ou ficam restritas às regiões genital e anal, o que pode dificultar a identificação da doença.

A infectologista da Hapvida, Raíssa Perlingeiro, destaca que reconhecer os sinais e adotar medidas preventivas ajuda a reduzir a transmissão.

A especialista também alerta para a possibilidade de confusão entre a mpox e outras doenças que provocam lesões na pele, como herpes, sífilis e varicela.

“Por isso, a avaliação médica é importante para identificar corretamente a infecção. A confirmação é feita por exame laboratorial, geralmente o teste PCR de material coletado das lesões”, explica.

Tratamento e tempo de recuperação

Atualmente, não existe medicamento específico aprovado para tratar a mpox. Segundo o Ministério da Saúde, o atendimento prioriza o suporte clínico, o alívio dos sintomas e a prevenção de possíveis complicações.

Na maioria dos casos, a doença apresenta evolução leve a moderada. Além disso, os pacientes costumam apresentar melhora entre duas e quatro semanas.

Durante a recuperação, entretanto, a pessoa infectada precisa manter os cuidados para evitar a transmissão. Segundo Raíssa Perlingeiro, o paciente pode transmitir o vírus desde o início dos sintomas até a cicatrização completa das lesões.

Isso ocorre quando todas as crostas caem e uma nova camada de pele se forma. Esse processo geralmente leva de duas a quatro semanas.

“A pessoa deve permanecer isolada, evitar contato físico próximo, especialmente com crianças, gestantes e imunossuprimidos, não compartilhar objetos pessoais e manter as lesões cobertas sempre que possível. Roupas, toalhas e superfícies devem ser higienizadas adequadamente”, recomenda a infectologista.

Vacinação ajuda a prevenir formas graves

A vacinação também contribui para prevenir a mpox e reduzir o risco de formas graves. A proteção é especialmente importante para pessoas com maior risco de exposição ou complicações.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a imunização a grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Entre eles estão pessoas vivendo com HIV/aids e imunossupressão, profissionais de laboratório com exposição ao vírus e pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde.

A infectologista reforça que a população deve manter a atenção, sem alimentar o medo.

“O aumento dos casos exige maior atenção aos sintomas e às formas de transmissão, mas não justifica pânico. É fundamental evitar contato íntimo com pessoas que apresentem lesões suspeitas, procurar atendimento precocemente e seguir as recomendações de isolamento e vacinação quando indicadas”, detalha.

Quando procurar atendimento médico?

Quem apresentar sintomas suspeitos deve procurar uma unidade de saúde para avaliação. Nesse sentido, a identificação precoce dos casos e o acompanhamento médico ajudam a proteger o paciente e evitar novas infecções.

Além disso, seguir as orientações dos profissionais de saúde é fundamental para interromper a cadeia de transmissão.

Sobre o Grupo Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, o Grupo Hapvida é hoje o maior ecossistema de saúde da América Latina. A companhia reúne mais de 75 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia nas cinco regiões do Brasil.

Atualmente, a estrutura conta com mais de 800 unidades em todo o país, incluindo 84 hospitais, prontos atendimentos, clínicas médicas, centros de diagnóstico e unidades de coleta laboratorial.

Além disso, o grupo mantém espaços voltados ao cuidado preventivo e ao acompanhamento de condições crônicas. Com essa estrutura, a empresa aposta na qualidade médica e na inovação para atender seus clientes.