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Briga interna

Dirigentes do PSOL no Amazonas brigam em redes sociais sobre denúncia de violência política

A ex-candidata a vice prefeita, Marklize Siqueira explicou que o ocorrido trata-se uma perseguição política devido a um projeto de pré-candidatura pluripartidária entre PSOL e PCdoB

Divulgação

Manaus (AM) – Marklize Siqueira (PSOL) utilizou suas redes sociais esta semana para denunciar que foi vítima de perseguição política de gênero por parte de um dos dirigentes da Sigla. Seu posicionamento foi publicado após Raoni Lopes declarar em um post no Twitter que iria revelar quem a financiava no partido.

A equipe do Em Tempo entrou em contato Marklize para compreender o debate que ocorreu publicamente nas redes sociais. A ex-candidata a vice prefeita explicou que o ocorrido trata-se uma perseguição política devido a um projeto de pré-candidatura pluripartidária entre PSOL e PCdoB.

“O caso já foi explanado o suficiente nas redes sociais. Infelizmente esse tipo de debate não é para ser público, no entanto, foi a única forma no momento de conversar com a opinião pública e parar essas ações violentas nas redes sociais que expõem de forma irresponsável lideranças mulheres negras na política”, disse.

Marklize Salientou que está fazendo os encaminhamentos internos por meio de processo ético disciplinar no PSOL e já realizou o Boletim de Ocorrência acerca do caso e afirmou já estar tomando medidas judiciais cabíveis.

Segundo ela, em reposta ao caso ocorrido, irá realizar uma live em seu instagram na próxima terça-feira para tratar sobre violência política de gênero, no mês das mulheres. As convidadas serão intelectuais que discutem o tema e lideranças mulheres de esquerda. Na live, ela prometeu poder relatar a situação com mais detalhes.

O Em tempo também entrou em contato com Raoni Lopes para saber seu posicionamento acerca das acusações de perseguição política de gênero dentro Psol. O dirigente da sigla afirmou que respeita a posição da companheira de partido, “apesar de entender que não há perseguição”.

“Estava avaliando a questão em torno da violência de gênero. Nada que fiz tem a ver com fato dela ser mulher. Não houve nenhuma medida prática que buscasse comprometer a militância dela”, afirmou.

Raoni salientou que o debate é um conflito interno que se tornou público e quem deu uma maior dimensão para a discussão, foi a própria Marklize.

“Ela caiu na provocação. E a reação diz muito mais em relação fato. É sinal que está escondendo algo?”, questionou.

Sobre medidas judiciais, o membro do Psol disse apenas que foi notificado extrajudicialmente por email e tomou conhecimento na última segunda-feira (21).

A discussão online

A denuncia de Marklize veio após Raoni publicar em seu twitter que iria revelar quem financia a ex candidata dentro da sigla.

“Amanhã numa live vou revelar quem financia Marklize dentro do PSOL”, escreveu Raoni, que prosseguiu afirmando: “Minhas corrupções? Eu sei quem pega o dinheiro dos outros para fazer política aqui”.

Em seguida, Marklize respondeu também na própria rede social, que registraria um Boletim de Ocorrência para respaldar sua situação.

“Estou sofrendo violência política de gênero dentro do Psol. Estou precisando de ajuda e acabei de abrir um Boletim de Ocorrência por estar sendo perseguida politicamente por um dirigente do Psol-AM”, escreveu.

Ela continuou afirmando que “O patriarcado e o racismo estrutural fica muito à vontade para atacar mulheres lideranças negras”.

Em contrapardida, Raoni finalizou seus tuítes a respeito do assunto afirmando que não há perseguição nenhuma.

“A noção de violência está sendo esvaziada. O que temos agora é pura propaganda”, escreveu.

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