Rubem Alves, escritor, educador e psicanalista brasileiro acreditava que “o que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “se eu fosse você”. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção”. Esta reflexão parece ganhar cada vez mais sentido em tempos de impaciência e pressa como os que temos vivenciado.
A relação fala e escuta guarda diferenças que precisam ser consideradas no encontro com o outro. Falar é um ato individual, centrado no emissor e com intenção de alívio, expressão, descarga. Escutar é um processo relacional, dependente do outro e exige atenção, confiança e conexão. A partir desta perspectiva,apresentamos estratégias para escutar melhor aos outro:
Evitar o comportamento multitarefa – tentar fazer várias coisas concomitantemente como escrever e-mails, atender mensagens, participar de uma reunião ou assistir a um programa de TV ao mesmo tempo em que se tenta ouvir alguém acaba por sobrecarregar o cérebro, mas a verdade é que o cérebro não processa várias tarefas cognitivamente complexas de forma simultânea. O que parece multitarefa é, na verdade, troca rápida de tarefas, que reduz compreensão e memória, que por sua vez nos distancia de ouvir atentamente aos outros.
Eliminar distrações – estamos constantemente expostos a informações: redes sociais, mensagens, notificações, e-mails, notícias, mas acontece que o cérebro humano tem capacidade limitada para processar estímulos simultaneamente. Quando há excesso, ocorre sobrecarga cognitiva, prejudicando a atenção e a retenção de informações. Por isto mesmo, há a necessidade de deixar o celular de lado para evitar perda de foco, pois cada interrupção exige que o cérebro “reinicie” o processamento da compreensão anterior, diminuindo eficiência e profundidade da atenção.
Ouvir de forma atenta – ouvir requer atenção. Às vezes estamos mais preocupados em dar uma resposta ao que está sendo dito, do que em entender a mensagem. Por isso se faz necessário compreender o que o outro quer comunicar. Como lembra Marshall (2006), “nós dizemos muita coisa” ao escutarmos os sentimentos e necessidade de outras pessoas, já que comunicação eficaz exige o olhar nos olhos, foco e presença, pois ouvir de verdade é um ato ativo, não automático.
Estas estratégias, por mais simples que parecem, são capazes de nos fazer realmente presente nos encontros e diálogos que travamos, além de gerar no outro um senso de importância.Quando somos tratados com atenção e escuta, tendemos a nos conectar com estas pessoas. Não se trata apenas de falar, mas de criar espaço mental para que a mensagem seja recebida.
Rubem Alves, escritor, educador e psicanalista brasileiro, acreditava que: “o que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: ‘se eu fosse você’. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção”.
Esta reflexão parece ganhar cada vez mais sentido em tempos de impaciência e pressa, como os que temos vivenciado. Daí, a necessidade de entenderemos que a relação entre fala e escuta guarda diferenças que precisam ser consideradas no encontro com o outro. Falar é um ato individual, centrado no emissor, com intenção de alívio, expressão ou descarga. Escutar é um processo relacional, dependente do outro, e exige atenção, confiança e conexão. A partir desta perspectiva, apresentamos estratégias para escutar melhor o outro:
Evitar o comportamento multitarefa – Tentar fazer várias coisas concomitantemente, como escrever e-mails, atender mensagens, participar de uma reunião ou assistir a um programa de TV ao mesmo tempo em que se tenta ouvir alguém, acaba por sobrecarregar o cérebro. A verdade é que o cérebro não processa várias tarefas cognitivamente complexas de forma simultânea. O que parece multitarefa é, na verdade, uma troca rápida de tarefas, que reduz compreensão e memória, e nos distancia de ouvir atentamente o outro.
Eliminar distrações – Estamos constantemente expostos a informações: redes sociais, mensagens, notificações, e-mails, notícias. O cérebro humano tem capacidade limitada para processar estímulos simultaneamente. Quando há excesso, ocorre sobrecarga cognitiva, prejudicando a atenção e a retenção de informações. Por isso, é necessário deixar o celular de lado para evitar perda de foco, pois cada interrupção exige que o cérebro “reinicie” o processamento da compreensão anterior, diminuindo eficiência e profundidade da atenção.
Ouvir de forma atenta – Ouvir requer atenção. Às vezes, estamos mais preocupados em dar uma resposta ao que está sendo dito do que em compreender a mensagem. Por isso, é necessário se concentrar no que o outro quer comunicar. Como lembra Marshall (2006), “nós dizemos muita coisa” ao escutarmos os sentimentos e necessidades de outras pessoas. Ouvir de verdade é um ato ativo, não automático; por isso, exige olhar nos olhos, foco e presença.
Estas estratégias, por mais simples que pareçam, são capazes de nos tornar realmente presentes nos encontros e diálogos que travamos, além de gerar no outro um senso de importância. Quando somos tratados com atenção e escuta, tendemos a nos conectar com essas pessoas. Não se trata apenas de falar, mas de criar espaço mental para que a mensagem seja realmente recebida.

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