Maylin Menezes é a atual Rainha de Bateria da Mocidade Independente de Aparecida e carrega no currículo uma trajetória marcada por dedicação, cultura popular e amor pelo carnaval. Servidora pública, digital influencer e dançarina, ela se destaca no cenário carnavalesco amazonense pela experiência e pela conexão com as tradições locais.
“Tenho como hobby a dança, além de rainha de bateria. Eu sou cirandeira bela na ciranda tradicional lá de Manacapuru e também sou cunhã poranga do boi bumbá brilhante aqui de Manaus”.
Com 11 anos de experiência no carnaval, Maylin afirma que a preparação vai muito além dos ensaios. O foco está na resistência física, na saúde e na entrega artística.
“A preparação para o carnaval está como todos os anos. Eu tenho 11 anos de carnaval. Então a preparação, ela envolve o preparo físico com musculação, treino, dieta, acompanhamento com nutricionista, com médico. Além, é claro, dos treinos de cardio e dos ensaios para trabalhar a resistência, o samba no pé, o canto”.
Superação e emoção marcam o desfile

Para o próximo carnaval, a expectativa é de emoção e superação. A escola enfrenta um momento delicado após a perda do presidente, mas segue unida para fazer história na avenida.
“O que o público pode esperar para este ano é, com certeza, muita alegria. Uma escola que passou por 2025 por uma perda muito grande: o presidente da escola faleceu, infelizmente. Mas a diretoria, junto com todos os componentes, se uniu. Então, a gente vai levar muita alegria para a avenida, vai levar uma escola que está se superando e que, com certeza, vai surpreender com um carnaval belíssimo. Até porque a gente está falando da Mocidade Independente de Aparecida, que é uma escola que nunca vai só para desfilar. A gente vai sempre para disputar o título. Graças a Deus, somos a escola mais campeã do carnaval amazonense, acredito que da região Norte e do Brasil. Eu acho que a gente já ultrapassou a Portela, que é a escola mais campeã do Brasil, tem mais títulos”.
Moda, produção e identidade no carnaval

Além da dança, Maylin destaca a produção visual como um dos momentos mais especiais da preparação. A rainha reforça a importância da moda como extensão da arte e da identidade do enredo.
“E o que eu mais amo na preparação do carnaval, além, é claro, dos ensaios, são as produções. Eu tenho um estilista que me veste, que é o Atelier Lyra, e essa parte da produção é muito importante para mim, porque é a hora em que eu me sinto poderosa, que eu me sinto uma verdadeira rainha, que eu posso me expressar não somente através da dança, mas também através da moda, de levar conceitos, entregar looks, temas e produções que tenham a ver com o enredo que a escola vai levar para a avenida”.
Referências e inspirações no samba
Maylin também faz questão de reconhecer quem a inspira dentro e fora do Amazonas, exaltando outras mulheres que fazem história no carnaval.
“Minhas maiores inspirações no samba e no carnaval são as grandes rainhas de bateria. Eu amo a Maiara Lima, estou sempre compartilhando vídeos dela nas redes sociais, porque, para mim, ela é a maior referência do samba da atualidade. Eu também adoro a Milady Mihail, que é uma rainha nova, recente, né? Mas eu já acompanhava o trabalho dela como musa e acho ela uma mulher extremamente poderosa”.
Carnaval como resistência cultural e social

Para a rainha de bateria, o carnaval vai além da festa. Ele representa trabalho, inclusão social, arte e transformação de vidas.
“A mensagem que eu quero deixar é que a gente não pode deixar o nosso carnaval morrer. Carnaval é cultura, é arte, é a história do nosso povo, é alegria, é meio de vida para muitas famílias, é meio de sobrevivência para artistas, para vendedores, para aderecistas”.
Ela reforça o convite ao público para prestigiar os desfiles no Sambódromo e valorizar as escolas de samba.
Uma história de vida construída no samba
A relação de Maylin com o carnaval é profunda e pessoal. Foi dentro da escola de samba que ela construiu laços, encontrou sua família e até o amor.
“Então o carnaval ele tem esse poder de levar essa alegria e principalmente as escolas de samba que são verdadeiramente escolas de vida. Então lá a gente encontra os amigos, a gente constrói famílias, eu mesma conheci o meu esposo dentro da escola de samba que eu sou rainha de bateria hoje e eu tenho 11 anos de relacionamento”.
Para ela, o samba segue sendo força, refúgio e motivação para seguir em frente, dentro e fora da avenida.

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