O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que exigirá que a Universidade de Harvard pague US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,2 bilhões) ao governo federal.

“Estamos buscando US$ 1 bilhão em danos e prejuízos e, no futuro, não queremos ter mais nada a ver com a Universidade de Harvard”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, sem fornecer detalhes adicionais.

Harvard é chamada de “fortemente antissemita”

Nas redes sociais, o republicano acusou a instituição de ser “fortemente antissemita”. O anúncio ocorreu poucas horas depois de uma reportagem do The New York Times afirmar que a Casa Branca teria recuado em uma negociação judicial com a universidade.

Segundo o jornal americano, Harvard optou por não comentar as novas declarações. O NYT também não respondeu às críticas do presidente.

Acusações de Trump contra o jornal e a universidade

Trump alegou que Harvard estaria “alimentando o fracassado New York Times com um monte de bobagens” e que a instituição “vem se comportando muito mal há muito tempo”.

Ele ainda classificou o NYT como decadente e disse que a reportagem sobre Harvard estava “completamente errada”.

Contexto da disputa judicial

O conflito faz parte da estratégia de Trump contra universidades de elite, incluindo Harvard, a mais antiga e rica dos EUA. O presidente congelou verbas federais alegando que instituições promoveriam protestos pró-palestinos, políticas climáticas, ações transgênero e iniciativas de diversidade, equidade e inclusão.

No ano passado, Harvard realizou demissões e cortes de gastos devido à pressão do governo, que buscava forçar mudanças nas universidades. Trump acusa essas instituições de estarem dominadas por ideologias antissemitas e de extrema esquerda.

Em julho de 2025, a universidade estimou que o impacto no orçamento poderia chegar a US$ 1 bilhão por ano.

Processos e negociações em andamento

Harvard processou o governo, e um juiz determinou que a Casa Branca havia encerrado de forma ilegal mais de US$ 2 bilhões em bolsas de pesquisa. Trump recorreu da decisão em dezembro.

A Casa Branca pressionou a universidade a negociar. Em setembro, o presidente afirmou estar próximo de um acordo de US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões).

Enquanto isso, acordos foram fechados com as universidades Columbia e Brown, que aceitaram algumas das exigências do governo.

(*) Com informações da Folha de S.Paulo

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