Quem nunca se pegou, ao final de um jogo, revivendo em sua mente cada lance, cada detalhe da partida, como se fosse uma narrativa escrita especialmente para aquele momento? Em Manaus, essa história ganha vida todos os dias, não apenas nas quadras, campos e pistas de atletismo, nas quadras, mas também na voz e nas palavras dos jornalistas esportivos que, com precisão e paixão, são os responsáveis por eternizar esses momentos. Eles fazem do esporte mais do que uma competição; eles o transformam em um espetáculo de emoções, algo que ecoa pela cidade e fica gravado na memória coletiva.

Quando um gol é marcado no último minuto ou quando uma equipe vence um campeonato após um esforço incansável, a emoção não é apenas do torcedor ou do atleta opela é também do jornalista esportivo. São esses profissionais que fazem o público viver de perto as vitórias, as derrotas, as superações, e que, mais do que relatar os acontecimentos, transmitem o que está por trás de cada um deles. O jornalista não é apenas um observador, mas um contador de histórias que, com cada palavra, transforma um simples evento esportivo em um capítulo memorável da história da nossa cidade.

Em Manaus, o jornalismo esportivo tem raízes profundas, marcadas por nomes que ajudaram a moldar e a definir o esporte local. A cidade foi construída, em parte, pela voz de Vivaldo Lima, o “Rei do Rádio”, cujas narrações não eram apenas sobre o que acontecia no campo, mas sobre como o esporte fazia o coração dos manauaras bater mais forte. Vivaldo conseguiu, com seu estilo único, fazer cada transmissão soar como um evento épico, trazendo emoção até para os jogos mais cotidianos. Ele foi pioneiro, e sua voz ecoou por décadas, criando uma conexão inquebrável entre o esporte e o torcedor.

Juntamente com Vivaldo, outros nomes brilharam e continuam a brilhar no cenário esportivo da cidade, como Carlos Zamith, Arnaldo Santos, Larissa Balieiro, Marcos Santos e Ennas Barreto. Eles não apenas cobriram os eventos esportivos, mas contribuíram para a construção da memória esportiva de Manaus. Cada um à sua maneira, com sua forma única de levar a história, capturaram a essência do esporte e a transmitiram para o público com a mesma paixão de um torcedor fervoroso.

Esses jornalistas são os responsáveis por fazer com que o esporte local se torne mais do que uma simples competição. Eles revelam a alma do jogo, a garra dos atletas e o drama de cada disputa, muitas vezes nos detalhes que os olhos do público não conseguem enxergar. Como um jornalista esportivo descreve uma corrida de atletismo ou uma luta de MMA, ele nos permite sentir a tensão no ar, a dedicação de cada atleta e a emoção que envolve o corpo e a mente no momento de superação. Ele transforma o que poderia ser apenas um evento passageiro em uma história que vai perdurar.

No entanto, o trabalho desses profissionais não é fácil. São longas horas de cobertura, noites em claro para entregar reportagens, desafios técnicos e, muitas vezes, condições adversas. Não importa a complexidade do evento ou a falta de recursos; os jornalistas esportivos de Manaus continuam a se dedicar com afinco, trazendo ao público as informações mais precisas e as histórias mais emocionantes. Mesmo diante das dificuldades, a paixão pelo esporte e pelo jornalismo é o que os impulsiona a seguir em frente.

É nesse cenário de reconhecimento e valorização que se insere a Lei nº 1.856/2014, proposta pelo vereador Professor Samuel, que institui o Dia Municipal do Profissional da Imprensa Esportiva. Ao criar essa data, o vereador reconheceu o impacto que esses profissionais têm na cidade, ajudando a construir uma cultura esportiva sólida e vibrante. Eles são os protagonistas dessa história que vai além das quadras e dos campos, criando uma conexão entre a cidade e o esporte, entre os atletas e o público.

Este Dia Municipal do Profissional da Imprensa Esportiva não é apenas um momento de homenagem, mas uma chance para refletirmos sobre o quão essenciais são esses jornalistas para o nosso dia a dia. São eles que, com suas palavras, fazem o esporte ser mais do que uma simples prática: ele se torna parte da nossa identidade, da nossa memória coletiva. Eles nos fazem viver o esporte em sua plenitude, sentir a emoção de cada vitória e aprender com cada derrota. Eles são, sem dúvida, os responsáveis por transformar o esporte em Manaus em um fenômeno cultural que une gerações e fortalece a nossa cidade.

A cada narração, a cada reportagem, a cada crônica, eles ajudam a construir uma memória que será transmitida de geração em geração, garantindo que as emoções vividas nos campos de Manaus não se percam no tempo, mas permaneçam vivas na memória de todos.

Augusto Cecílio – Auditor fiscal e professor

Leia mais: