Os governos do Brasil, do México e da Colômbia divulgaram, nesta sexta-feira (13), uma nota conjunta pedindo cessar-fogo no Oriente Médio. No documento, os países defendem a diplomacia como caminho para resolver o conflito.

“Consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação”, diz o comunicado.

Além disso, os três governos reforçam a importância do diálogo entre os países envolvidos.

Segundo a nota, os governos “reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em consonância com os princípios da solução pacífica das controvérsias”.

Os países também afirmam que podem colaborar com iniciativas de paz. O objetivo é fortalecer a confiança entre as partes e ampliar o diálogo.

De acordo com o comunicado, as nações estão dispostas a contribuir para processos que gerem confiança, “a fim de avançar rumo a uma solução política e negociada do conflito”.

Lula critica guerras e impacto no petróleo

Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o cenário internacional. Ele falou sobre o tema ao anunciar medidas para reduzir o impacto da alta do petróleo no preço do diesel no Brasil.

Na ocasião, Lula classificou as guerras atuais como um ato de “irresponsabilidade”.

Entenda a escalada de tensão no Oriente Médio

Israel e Estados Unidos lançaram uma nova ofensiva contra o Irã. Essa é a segunda ação militar em oito meses. O ataque ocorre enquanto seguem discussões sobre o programa nuclear e balístico iraniano.

No primeiro governo de Donald Trump, os Estados Unidos deixaram o acordo nuclear firmado em 2015. O pacto havia sido negociado durante o governo de Barack Obama e previa inspeções internacionais no programa nuclear iraniano.

Israel e os EUA acusam Teerã de tentar desenvolver armas nucleares.

O governo iraniano nega as acusações. Segundo o país, o programa nuclear tem fins pacíficos. Teerã também afirma que aceita inspeções internacionais.

Israel, por outro lado, enfrenta acusações de possuir armas nucleares. O país nunca permitiu inspeções internacionais em seu programa.

Pressão dos EUA e negociações recentes

Ao iniciar o segundo mandato em 2025, Donald Trump aumentou a pressão sobre o Irã.

O governo norte-americano passou a exigir o desmantelamento do programa nuclear. Além disso, pediu o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance.

Washington também cobra que Teerã interrompa o apoio a grupos de resistência a Israel. Entre eles estão o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano.

Um dia antes da ofensiva contra o Irã, o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, comentou o avanço das negociações. Ele atua como mediador entre as partes.

Segundo o diplomata, os países estavam próximos de um acordo. O Irã teria concordado em não manter urânio enriquecido em níveis elevados.

Origem das tensões remonta a 1979

A rivalidade entre Estados Unidos e Irã começou em 1979. Naquele ano, a Revolução Islâmica derrubou a monarquia iraniana, que mantinha aliança com Washington.

Desde então, o Irã enfrenta sanções econômicas internacionais. Essas medidas buscam pressionar e enfraquecer a economia do país.

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