O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), após suspeitas de envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, preso pela Polícia Federal do Brasil.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa IstoÉ Entrevista, exibido no YouTube da Revista IstoÉ.
Segundo o senador, há indícios de irregularidades envolvendo um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes.
Pedido de impeachment cita contrato de R$ 129 milhões
No início da semana, Eduardo Girão apresentou, ao lado de colegas de partido, um novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes. O documento menciona um contrato de cerca de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
O escritório afirmou que o acordo previa pagamento mensal de R$ 3,5 milhões ao longo de três anos, período em que foram elaborados 36 pareceres jurídicos para a instituição financeira. A banca informou, no entanto, que não atuou em processos do banco no STF.
Moraes nega mensagens com banqueiro
Outro ponto citado no pedido envolve uma suposta troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro horas antes da primeira prisão do empresário. O ministro negou a existência do diálogo.
De acordo com o STF, uma análise técnica dos dados telemáticos do celular de Vorcaro não encontrou mensagens associadas ao contato de Moraes. Já reportagens publicadas pelo jornal O Globo afirmam que o material teria sido extraído e periciado por policiais federais durante a investigação.
Pressão política sobre o STF
Este é o 47º pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes protocolado no Senado desde 2021, segundo levantamento do portal Poder360.
Girão afirmou que o caso envolvendo o Banco Master ampliou as críticas ao magistrado e criou um “ambiente diferente” no Congresso.
Para que o processo avance, é necessário reunir ao menos 41 assinaturas de senadores e obter autorização do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que o pedido seja pautado.
O senador criticou a falta de andamento das solicitações anteriores e afirmou que a situação representa desrespeito ao Parlamento.
*Com informações da IstoÉ
Leia mais:
Toffoli se declara suspeito e deixa relatoria de ação sobre CPI do Banco Master
