O empreendedorismo feminino avança no comércio digital no Amazonas e transforma as redes sociais em vitrines de negócios. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AM), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a participação das mulheres entre os donos de negócios no estado passou de 25% em 2012 para 30,8% em 2025, totalizando cerca de 175,7 mil empreendedoras.
O empreendedorismo feminino avança no comércio digital no Amazonas e transforma as redes sociais em vitrines de negócios. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-AM), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a participação das mulheres entre os donos de negócios no estado passou de 25% em 2012 para 30,8% em 2025, totalizando cerca de 175,7 mil empreendedoras.
Formalização acompanha o crescimento dos negócios
A advogada ressalta que a organização tributária deve acompanhar o desenvolvimento do empreendimento. Dessa forma, a regularização contribui para segurança jurídica e continuidade das atividades.
“Emitir nota fiscal, compreender as regras do ICMS e do Diferencial de Alíquota (Difal) e manter a atividade regularizada são medidas essenciais para evitar problemas e garantir segurança jurídica ao empreendimento”, afirma.
Para o economista Altamir Cordeiro, o empreendedorismo feminino tem impacto na economia regional, embora ainda enfrente desafios estruturais.
“O empreendedorismo feminino no Amazonas representa quase 30% dos negócios, principalmente nas áreas de serviços e comércio. No entanto, a informalidade ainda é bastante grande. Esse é o grande desafio a ser vencido por instituições que atuam na formação de empreendedores e no fomento, visando aumentar o número de empreendedores formais, principalmente femininos”, disse.
Redes sociais ampliam alcance de pequenos negócios
A expansão da internet mudou a forma como empreendedoras alcançam clientes. A empresária Luana Galucio, fundadora da marca Artprint, relata que as plataformas digitais são fundamentais para o crescimento do negócio.
“O ambiente digital é o motor central do meu negócio. O Instagram e o Facebook atuam como minha vitrine e catálogo, sendo fundamentais para a construção da marca e do desejo de compra. Já o WhatsApp tem sido o meu principal canal de conversão e relacionamento direto, onde consigo fechar vendas pela proximidade em grupos”, relata.
Segundo ela, a formalização ainda gera dúvidas entre quem vende online.
“A maior dificuldade está na transição da informalidade para a formalização, especialmente em entender o emaranhado de exigências fiscais, como a emissão de nota fiscal e o cálculo do ICMS. Tenho buscado estudar normas contábeis e legislação e pesquisado sobre o Microempreendedor Individual, que muitas vezes é a porta de entrada para quem busca um regime tributário simplificado”, acrescenta.
Profissionais de serviços também enfrentam desafios tributários
A nutricionista Bryanna Santos afirma que precisou buscar informações para compreender as obrigações fiscais relacionadas à atividade profissional.
“A expansão da internet tornou mais fácil a divulgação de vários serviços. Na nutrição não foi diferente. Hoje consigo aumentar meu número de pacientes por meio do Instagram, mas tive muitas dúvidas e dificuldades sobre as obrigações tributárias, principalmente porque nunca tinha estudado sobre o assunto. Porém, mesmo com todo o desafio consegui resolver procurando videoaulas no YouTube e estudando mais sobre essas obrigações”, conta.
Ao final, Keltryn Neris reforça a necessidade de atenção às responsabilidades legais no comércio digital.
“As plataformas digitais ampliam o alcance das vendas, mas não afastam a incidência das normas tributárias. Mesmo no ambiente online, é fundamental que a atividade esteja regularizada, com emissão de nota fiscal e recolhimento adequado dos impostos, para evitar problemas futuros e garantir segurança ao empreendimento”, conclui.
(*) Com informações da assessoria
