Manaus (AM) – Policiais civis da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) prenderam, na última terça-feira (24), um homem de 52 anos suspeito de estupro de vulnerável. Ele é acusado de abusar de quatro crianças, de 8, 9, 11 e 14 anos, todas netas de sua companheira.
A prisão preventiva foi cumprida no bairro Tancredo Neves, zona Leste da capital. Entre as vítimas, três são irmãs e uma é prima. Segundo as investigações, os abusos ocorriam há anos, aproveitando-se da proximidade familiar do agressor com as crianças.
Suspeito usava doença da esposa para praticar crimes
De acordo com a delegada Kássia Evangelista, titular da Depca, o homem utilizava o estado de saúde da companheira para facilitar os abusos. A mulher sofria de uma doença grave e permanecia acamada, o que diminuía a vigilância dentro da residência.
O autor atraía as vítimas para o quarto com o pretexto de assistirem a desenhos animados. “Ele se aproveitava da relação afetiva construída ao longo dos anos. No quarto, praticava atos libidinosos e conjunção carnal com algumas das vítimas”, explicou a delegada. As crianças também eram coagidas e ameaçadas para não revelarem os fatos.
Denúncia e investigação da Depca em Manaus
O esquema de abusos começou a ser desarticulado quando a vítima de 8 anos relatou o ocorrido à mãe. Imediatamente, a família procurou a delegacia para formalizar a denúncia. A partir desse relato, a Polícia Civil iniciou uma investigação minuciosa.
As práticas criminosas foram comprovadas por meio de:
- Exames de corpo de delito: Que confirmaram as agressões físicas;
- Escuta especializada: Procedimento realizado com todas as vítimas para colher depoimentos de forma humanizada.
Prisão preventiva e medidas judiciais
Diante das provas colhidas, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do indivíduo. O pedido foi aceito pelo Poder Judiciário e cumprido pelos agentes da Depca na zona Leste de Manaus.
O homem agora responde pelo crime de estupro de vulnerável e permanece à disposição da Justiça. A investigação reforça a importância de canais de denúncia e do acolhimento familiar para interromper ciclos de violência doméstica.
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