O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instituiu a Unidade de Cooperação Jurídica Internacional do MPAM para reforçar o combate ao crime organizado transnacional e ampliar sua atuação em investigações com conexão internacional. Com a medida, o órgão busca estruturar e padronizar procedimentos voltados à cooperação jurídica com outros países.

Além disso, a iniciativa fortalece a capacidade institucional do MPAM diante do aumento de investigações com desdobramentos fora do Brasil.

Nova política foi oficializada pela Procuradoria-Geral de Justiça

A criação da Unidade de Cooperação Jurídica Internacional do MPAM foi formalizada por meio do Ato nº 0113/2026/PGJ, assinado pela procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque.

Segundo o Ministério Público, a medida responde à crescente necessidade de estruturar internamente o tratamento de demandas internacionais.

Estrutura dará suporte a investigações com conexões no exterior

A nova unidade atuará no suporte técnico e estratégico aos membros do MPAM em casos que exijam cooperação com autoridades estrangeiras.

Entre suas atribuições estão:

  • apoio em pedidos de cooperação internacional
  • busca de provas no exterior
  • interlocução com órgãos federais
  • articulação com instituições internacionais

Dessa forma, o MPAM pretende tornar mais eficiente sua atuação em procedimentos complexos.

CAO-CRIMO ficará responsável pela coordenação

A Unidade de Cooperação Jurídica Internacional do MPAM ficará sob responsabilidade do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CAO-CRIMO).

Além de coordenar a nova estrutura, o órgão também disciplinará o fluxo interno de recepção, orientação e acompanhamento das demandas internacionais.

Amazonas enfrenta impacto direto de crimes transnacionais

De acordo com o promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, a criação da unidade é estratégica por causa da posição geográfica do estado.

Segundo ele, o Amazonas enfrenta impactos diretos de crimes como:

  • facções criminosas
  • lavagem de dinheiro
  • tráfico de pessoas
  • crimes ambientais

Além disso, a dinâmica das fronteiras torna as investigações mais complexas e exige articulação internacional constante.

MPAM não possuía estrutura formal para esse tipo de demanda

Conforme apurações internas, o MPAM não contava até então com uma unidade formalmente estruturada para centralizar pedidos de cooperação jurídica internacional.

Além disso, o órgão também não possuía setor próprio para tradução oficial de documentos.

Por isso, as demandas eram atendidas por soluções pontuais e sem padronização específica.

Nova unidade busca dar mais agilidade e segurança aos processos

Com a implementação da Unidade de Cooperação Jurídica Internacional do MPAM, a instituição espera acelerar o tratamento de pedidos internacionais e aumentar a segurança jurídica dos procedimentos.

Além disso, o novo modelo deve ampliar a eficiência operacional em investigações de maior complexidade.

Assim, o MPAM reforça sua estratégia de enfrentamento ao crime organizado transnacional e moderniza sua estrutura institucional para atuar em casos de alcance global.

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