Chirayu Rana, ex-funcionário do JPMorgan Chase, recusou uma oferta de US$ 1 milhão para encerrar o processo judicial movido contra a executiva Lorna Hajdini no tribunal de Manhattan.
Na ação, Rana acusa a diretora do banco de abuso sexual, coerção profissional e discriminação racial. Segundo o processo, ele teria sido submetido a atos sexuais não consensuais e humilhantes durante meses.
Após a recusa da primeira proposta, o advogado de Rana, Daniel J. Kaiser, tentou negociar um acordo de US$ 11,75 milhões, mas o banco também rejeitou a oferta.
Banco nega acusações

O JPMorgan afirmou que realizou uma investigação interna com análise de e-mails, registros telefônicos e depoimentos de testemunhas, mas não encontrou evidências de irregularidades.
Segundo o banco, Lorna Hajdini colaborou integralmente com as investigações, enquanto Chirayu Rana teria se recusado a cooperar.
A executiva também nega todas as acusações apresentadas no processo.
Processo relata supostos abusos
Nos documentos apresentados à Justiça, Rana afirma que a executiva o drogava com Flunitrazepam, substância frequentemente associada ao golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela”.
O ex-funcionário também alega ter sofrido ameaças relacionadas à sua carreira dentro do banco.
“Se você não transar comigo logo, vou arruiná-lo”, teria dito Lorna, segundo o processo.
Caso ganhou repercussão nos EUA
O advogado Daniel Kaiser já atuou em processos envolvendo vítimas de Jeffrey Epstein, acusado de exploração e abuso sexual antes de morrer em 2019.
O caso é considerado incomum na Justiça de Nova York devido às alegações envolvendo abuso sexual associado à hierarquia corporativa em uma das maiores instituições financeiras do mundo.
*Com informações do Extra
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