A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus no estado em 2025. A Fundação Ezequiel Dias confirmou o caso, notificado em fevereiro. Além disso, a secretaria informou que o paciente não tinha relação com o surto da doença registrado em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico.
Em nota, a pasta informou que a vítima era um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Segundo a secretaria, ele teve contato com roedores silvestres em uma área de lavoura. Além disso, a SES-MG reforçou que a cepa identificada no Brasil não transmite a doença entre pessoas.
“Trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença”
A secretaria informou ainda que não confirmou um segundo registro atribuído ao estado. Por isso, o órgão pediu ao Ministério da Saúde a correção da informação nos sistemas oficiais.
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram que Minas Gerais registrou quatro casos confirmados de hantavirose em 2025, com dois óbitos. Já em 2024, o estado contabilizou sete casos e quatro mortes pela doença.
Entenda
A secretaria explicou que a hantavirose é uma zoonose viral aguda. No Brasil, a doença se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Na maioria dos casos, as pessoas contraem o vírus ao inalar partículas presentes na urina, nas fezes e na saliva de roedores silvestres infectados.
“As infecções ocorrem principalmente em áreas rurais, geralmente associadas a atividades ocupacionais ligadas à agricultura e ao contato com ambientes infestados por roedores.”
Inicialmente, os pacientes apresentam febre, dores no corpo, cefaleia, dor lombar e dor abdominal. No entanto, nos casos mais graves, a doença pode causar dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.
Atualmente, não existe tratamento específico para a hantavirose. Por isso, os médicos adotam medidas de suporte clínico conforme o estado de saúde de cada paciente.
Medidas de prevenção
A SES-MG reforçou a importância das medidas preventivas, principalmente em áreas rurais. Entre as principais orientações estão:
- manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores;
- descartar corretamente lixo e entulhos;
- manter terrenos limpos e roçados ao redor das residências;
- evitar deixar ração animal exposta;
- retirar diariamente restos de alimentos de animais domésticos;
- evitar plantações muito próximas das casas e manter distância mínima de 40 metros.
Além disso, a secretaria recomenda ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados, como paióis, galpões, armazéns e depósitos.
“Antes da limpeza desses espaços, a orientação é umedecer o chão com água e sabão, evitando varrer a seco, para reduzir o risco de suspensão de partículas no ar”, concluiu a pasta.
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