O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB) foi alvo da Operação Castratio, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (12/05), que investiga suspeitas de fraude em contratos de cerca de R$ 200 milhões destinados à castração de animais no Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, os contratos foram firmados pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento com a empresa Consuvet durante o período em que Marcelo Queiroz comandava a pasta. Ao todo, a PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O parlamentar foi abordado por agentes da PF no Aeroporto Santos Dumont, no momento em que embarcaria para Brasília. Durante a ação, o celular dele foi apreendido.
Investigação
A investigação aponta possíveis irregularidades no processo de contratação da Consuvet, vencedora da licitação. Segundo informações, a empresa teria sido criada apenas três meses antes da assinatura dos contratos milionários.
A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) identificaram indícios de superfaturamento e direcionamento na licitação. As apurações também apontam que o ex-diretor da Secretaria de Agricultura Antônio Emílio Santos participou da abertura do processo licitatório e, pouco tempo depois, tornou-se sócio da empresa contratada.
De acordo com os investigadores, o ex-servidor recebeu R$ 888 mil da empresa em apenas oito meses. Relatórios de inteligência financeira também identificaram movimentações consideradas suspeitas, incluindo um saque superior a R$ 700 mil realizado em dezembro de 2023.
Mandados também foram cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em uma das ações, agentes apreenderam dinheiro em espécie na sede da secretaria, em Niterói, e em imóveis no interior paulista.
Em nota, a defesa de Marcelo Queiroz afirmou que as acusações são infundadas e informou que o deputado está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
* Com informações do G1
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