Autoridades de saúde da Itália e da Espanha descartaram casos de hantavírus entre pessoas monitoradas após um alerta internacional envolvendo passageiros de um cruzeiro de expedição que saiu da Argentina. Ao todo, 17 pessoas foram acompanhadas pelas equipes sanitárias dos dois países, mas nenhum exame confirmou infecção pela doença.
Na Itália, quatro pessoas ficaram sob observação depois de terem contato com viajantes ligados ao surto. Já na Espanha, outras 13 passaram por avaliação médica por apresentarem sintomas compatíveis com a infecção. Mesmo com a investigação, todos os testes tiveram resultado negativo.
O caso segue sendo acompanhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitora um foco da doença relacionado ao navio MV Hondius, utilizado em viagens polares. Segundo informações divulgadas pelas autoridades internacionais, o surto já registrou casos confirmados e mortes associadas ao vírus.
A OMS esclareceu que o cenário atual não representa risco semelhante ao enfrentado durante a pandemia de Covid-19. Ainda assim, o monitoramento continua devido ao período de incubação da doença, que pode durar várias semanas.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. Em situações raras, algumas variantes podem apresentar transmissão entre pessoas após contato próximo e prolongado.
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