A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta terça-feira (12/05) 11 casos de hantavírus ligados ao surto registrado no navio de cruzeiro MV Hondius, incluindo três mortes. Apesar do aumento no número de infectados, a entidade afirmou que ainda não há sinais de uma disseminação maior da doença.

O anúncio foi feito pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma coletiva em Madri. Segundo ele, o cenário segue sob monitoramento devido ao longo período de incubação do vírus, que pode variar entre uma e oito semanas.

Segundo a OMS, nove dos 11 casos confirmados pertencem à cepa Andes do hantavírus, considerada rara por permitir transmissão entre pessoas em situações específicas de contato próximo. Normalmente, o vírus é transmitido pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres infectados.

A doença pode causar febre, dores musculares, calafrios e evoluir para insuficiência respiratória grave. Por precaução, a OMS recomendou quarentena de 42 dias para os passageiros evacuados do navio.

Sobre o caso

O surto começou durante uma expedição do MV Hondius entre a Argentina, a Antártida e ilhas remotas do Atlântico Sul. Segundo autoridades sanitárias, este é o primeiro registro de um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro.

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