Faltando poucos dias para o fim do prazo da declaração do Imposto de Renda 2026, marcado para 29 de maio, muitos contribuintes ainda têm dúvidas sobre a nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês. No entanto, apesar da medida já estar em vigor desde janeiro, ela não altera as regras da declaração anual deste ano.

Segundo a administradora, contabilista e professora do Centro de Ensino Técnico (Centec), Renata Almeida, a declaração atual continua baseada nos rendimentos de 2025, período em que a nova faixa de isenção ainda não existia.

“É importante esclarecer que a declaração deste ano se refere ao ano-base 2025. Portanto, o contribuinte precisa declarar normalmente, conforme as regras anteriores”, explica.

Nova faixa de isenção não elimina obrigação de declarar

De acordo com a especialista, a principal mudança beneficia trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais e tinham descontos automáticos do Imposto de Renda na folha salarial. Desde janeiro, esses contribuintes deixaram de ter retenção do IRPF diretamente no salário.

Ainda assim, Renata alerta que a isenção do pagamento não significa, automaticamente, desobrigação da declaração anual.

“A pessoa pode estar isenta do pagamento mensal, mas ainda assim precisar declarar seus rendimentos à Receita Federal”, afirma.

Por isso, a orientação é que cada contribuinte avalie sua situação individual ou procure um profissional especializado para evitar erros.

Quem tem direito à nova isenção do IR

A nova faixa de isenção considera o salário bruto do contribuinte. Ou seja, além do salário-base, entram no cálculo outros rendimentos tributáveis, como:

  • férias;
  • 13º salário;
  • horas extras;
  • comissões;
  • bônus e gratificações.

Se a soma permanecer abaixo de R$ 5 mil mensais, o contribuinte se enquadra na nova faixa de isenção.

Além disso, trabalhadores que recebem até R$ 7,5 mil também podem ter descontos progressivos no imposto retido na folha. Porém, essas mudanças só terão impacto direto na declaração do Imposto de Renda de 2027, referente ao ano-base 2026.

Doenças que garantem isenção do Imposto de Renda

Além da faixa salarial, algumas doenças também garantem isenção do pagamento do imposto. Entre elas estão:

  • tuberculose ativa;
  • alienação mental;
  • esclerose múltipla;
  • neoplasia maligna;
  • cegueira;
  • hanseníase;
  • HIV/AIDS.

A lista completa pode ser consultada no site oficial da Receita Federal.

Como fazer a declaração do IR 2026

A Receita Federal iniciou o envio das declarações em março e espera receber cerca de 44 milhões de documentos até 29 de maio. Além disso, a declaração pré-preenchida segue como uma das principais ferramentas utilizadas pelos contribuintes.

Para declarar, é necessário reunir documentos como:

  • informes de rendimentos;
  • extratos bancários;
  • recibos médicos;
  • comprovantes de educação;
  • documentos de bens e direitos.

O contribuinte pode preencher a declaração diretamente no portal oficial da Receita Federal ou contratar um contador para evitar inconsistências.

O envio pode ser feito pelo portal oficial da Receita Federal:
Receita Federal

Despesas podem aumentar restituição

Além de informar os rendimentos, o contribuinte também pode incluir despesas dedutíveis que ajudam a aumentar a restituição ou reduzir o imposto devido.

Entre os principais gastos aceitos estão:

  • plano de saúde;
  • despesas médicas;
  • educação;
  • dependentes;
  • previdência privada.

Depois do envio, a recomendação é acompanhar o processamento da declaração para verificar possíveis pendências. Caso a Receita identifique inconsistências, o contribuinte poderá corrigir as informações por meio de declaração retificadora.

(Com informações da Receita Federal)

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