A Polícia Civil do Maranhão prendeu preventivamente, na quarta-feira (27), o diretor-adjunto de uma creche municipal, de 49 anos, suspeito de abusar sexualmente de alunos de apenas dois e três anos de idade. Os crimes ocorriam dentro do próprio estabelecimento de ensino.

Conforme o inquérito policial, o funcionário mirava de forma preferencial em crianças autistas não verbais ou com severa limitação na fala. As investigações apontam que ele utilizava essa condição de vulnerabilidade para garantir o silêncio das vítimas, impedindo que elas relatassem a violência aos pais e mantendo os abusos ocultos.

O caso foi descoberto após os familiares de uma das vítimas perceberem que a criança apresentava dores físicas constantes e hematomas pelo corpo. Diante dos indícios de violência, os parentes registraram a denúncia, o que deu início à apuração comandada pela delegada Lorena Alves.

A partir do relato da família, os policiais civis recolheram e analisaram de forma minuciosa as imagens do circuito interno de monitoramento da unidade escolar. Os vídeos ajudaram a mapear a rotina do investigado.

As análises revelaram que o homem aproveitava o regime de tempo integral da creche para retirar os alunos selecionados das salas de aula sem levantar suspeitas. Ele levava os menores até um depósito situado nos fundos da diretoria.

Como o cômodo era reservado e não possuía câmeras de segurança, o local era usado para a execução dos crimes longe do alcance dos outros funcionários. O homem de 49 anos foi recolhido à unidade prisional e permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.

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