O aumento dos casos de viroses e doenças respiratórias tem ampliado os desafios das empresas na gestão de equipes. Em Manaus, organizações de diferentes segmentos recorrem à terceirização de serviços de limpeza para evitar interrupções operacionais causadas pelo absenteísmo.

Quando colaboradores se afastam por motivos de saúde, muitas empresas enfrentam sobrecarga de equipes, atrasos nas atividades e aumento de custos. Por isso, especialistas apontam a terceirização como uma alternativa para garantir a continuidade dos serviços.

Segundo José da Gama, gerente comercial da JAN-PRO Manaus, a gestão especializada permite respostas mais rápidas diante de faltas inesperadas.

“O modelo de gestão especializada assegura a continuidade dos serviços através de um plano de contingência imediato, eliminando sobrecargas, custos com horas extras e riscos trabalhistas para o contratante”, destaca.

Casos de síndromes respiratórias preocupam empresas

Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) mostram que o estado registrou mais de 2,5 mil notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026.

Com a circulação de vírus respiratórios, as empresas precisam reorganizar equipes e adaptar rotinas. Como consequência, setores que dependem de trabalho presencial sentem os efeitos das ausências com mais intensidade.

Além disso, afastamentos frequentes podem comprometer prazos e aumentar a pressão sobre os demais colaboradores.

“As faltas sobrecarregam a equipe, gerando desconforto e ineficiência. A terceirização elimina esse ciclo de desgaste, permitindo que a empresa foque no seu core business”, reforça José da Gama.

Indústria e saúde estão entre os setores mais afetados

No Amazonas, o absenteísmo impacta principalmente setores que exigem operação contínua. Entre eles estão a indústria da Zona Franca de Manaus e os serviços de saúde.

Nessas áreas, qualquer redução de pessoal pode comprometer processos produtivos e protocolos operacionais. Por isso, muitas empresas buscam alternativas para manter as atividades em funcionamento mesmo durante períodos de maior incidência de doenças sazonais.

Para Wanderleia Perdigão, franqueada da JAN-PRO Manaus, a reposição rápida de profissionais representa um dos principais diferenciais da terceirização.

“O comentário que mais ouvimos dos clientes após uma substituição é: ‘Nem percebemos que houve uma falta’. Em épocas de viroses, mobilizamos recursos e reorganizamos escalas com agilidade, antecipando necessidades que modelos centralizados não alcançam”, afirma.

Plano de contingência reduz riscos operacionais

A empresa adota um sistema de substituição imediata para minimizar impactos causados por ausências. Assim que recebe uma notificação de falta, a equipe operacional aciona profissionais treinados para assumir as atividades.

Além disso, os substitutos já conhecem os protocolos e procedimentos exigidos pelos clientes. Dessa forma, a transição ocorre de maneira rápida e organizada.

“Nossos substitutos passam por treinamentos técnicos e conhecem os protocolos antes mesmo de serem acionados. Eles chegam ao posto no menor tempo possível, muitas vezes logo nas primeiras horas do expediente, garantindo que o nível de excelência seja mantido”, reforça.

Planejamento ajuda a manter a produtividade

Especialistas destacam que o planejamento de contingência ganhou ainda mais importância nos últimos anos. Afinal, empresas que dependem de serviços contínuos precisam responder rapidamente a situações inesperadas.

Além de reduzir os impactos dos afastamentos, a terceirização pode diminuir gastos com horas extras, remanejamentos internos e contratações emergenciais.

Da mesma forma, o modelo permite maior previsibilidade operacional. Assim, as organizações mantêm a produtividade mesmo durante períodos de alta circulação de doenças respiratórias.

Consequentemente, as empresas reduzem riscos operacionais e preservam a continuidade das atividades sem comprometer a qualidade dos serviços.

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