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Com a Palavra

“Nós, como mulheres, não devemos nunca abrir mão de ocupar os espaços”, afirma Joana sobre seu plano de reeleição

A deputada fez um balanço de suas ações e destacou seus planos para os próximos anos

Divulgação

Esta edição de ‘Com a Palavra’ contou com a participação da deputada estadual Joana Darc, conhecida por seus trabalhos voltados à proteção aos animais. Durante a conversa, Joana compartilhou sobre suas principais ações enquanto membro da Aleam e comentou sobre seus planos para os próximos anos. 

Joana Darc dos Santos Cordeiro, é original de Manaus. Formada em direito, foi eleita em 2016 pela primeira vez para o cargo de Vereadora do município de Manaus pelo Partido da República (PR), com 3.261 votos, entrando como última e menos votada no pleito daquele ano. 

Com dois anos de mandato, se candidatou ao cargo de deputada estadual e foi eleita em 2018. Foi eleita presidente da Comissão de Meio Ambiente, Proteção Animal e Desenvolvimento Sustentável da Aleam. 

Confira agora a conversa: 

No mês de março, você e o governador Wilson Lima apresentaram um grande divisor de águas para a causa animal no Amazonas. Como foram as tratativas e conversas para que o primeiro hospital público veterinário fosse anunciado? 

“Foi um longo caminho que a gente percorreu até aqui e esse hospital público veterinário é o grande sonho da causa animal, o sonho das pessoas que querem ter um animalzinho e não tem a condição de arcar com altos custos de clínicas veterinárias. Quando eu entrei na política, esse sempre foi o nosso maior sonho e a minha motivação. Foi um objetivo do meu mandato, poder transformar isso em realidade.  

Agora, enquanto deputada, eu consegui destinar recurso na ordem de mais de R$ 1 milhão, que será investido na construção e em todos os equipamentos necessários para o hospital funcionar. Também tive o apoio do governador Wilson Lima que juntou toda a sua equipe de governo para que a gente pudesse sentar, desenhar o projeto, eu participei de todos os detalhes. Graças a Deus, agora em abril de 2022 a gente já começa a colocar o primeiro tijolinho do hospital e a determinação do governador é que seja uma obra acelerada, justamente porque os animais não podem esperar. 

Foi um longo caminho, foram muitos desafios, encontrei no caminho muitas incompreensões, porque as pessoas acham que a gente faz um hospital rapidamente e tivemos a pandemia. Apesar de tudo, estamos entregando o primeiro hospital público veterinário, o primeiro do Amazonas. E não vamos parar por aí, queremos mais para os animais entendendo que eles precisam de políticas públicas urgentes e necessárias, não só o hospital, mas a questão da castração, a conscientização, a punição rigorosa para quem comete maus tratos e entendendo que cuidando da causa animal, estamos cuidando da saúde pública”. 

Em relação aos projetos e ações que já estão em vigor, em prol dos animais, como a senhora avalia o desempenho da criação de políticas públicas nessa área e o que a senhora acredita que ainda pode melhorar? 

“Antes da deputada Joana Darc estar na política e ser uma protetora da causa animal, a gente não tinha ‘castramóvel’ no governo do estado, hoje nós temos três. Antes não tínhamos hospital público veterinário, hoje nós temos um em construção. Antes nunca tinha ido um ‘castramóvel’ no interior do Estado, nós fizemos essa primeira ação de castração no interior do estado, percorrendo balsa, estrada e estamos interiorizando essa política pública voltada para os animais. 

Então, nós temos muitas coisas que já estão sendo feitas, mas a gente sempre vai ter algo por fazer. Também tenho um grande sonho, que é fazer um castramóvel fluvial, que possa chegar às comunidades indígenas, ribeirinhas e lugares mais longínquos do nosso Estado e certamente será o único castramóvel fluvial do mundo.” 

Neste ano, teremos novas eleições, a senhora pretende concorrer à reeleição na Assembleia? E como a senhora avalia a presença feminina na política do Amazonas? 

“Com certeza, eu sou pré-candidata a deputada estadual. Nós, como mulheres, não devemos nunca abrir mão de ocupar os espaços, por esse motivo, estou sim pré-candidata à reeleição. Nós também não podemos perder a voz da causa animal na Assembléia. Eu entrei na política para que a gente pudesse defender, prioritariamente a pauta dos animais, mas hoje eu represento as mulheres, a pessoa idosa, as minorias, o movimento LGBTQIA+, que não tem representatividade na Aleam, a pauta da criança e adolescente, da cidadania. Hoje o nosso mandato é de várias causas e é assim que eu quero continuar fazendo no próximo mandato, se for da vontade de Deus e do povo.

Inclusive, recebi uma missão divina. Sou mãe de primeira viagem e ele me deu uma maternidade atípica, que é aquela onde a mãe é mãe de uma pessoa com deficiência. Meu filho foi diagnosticado com Síndrome de Down, desde a barriga e isso me trouxe um grande desafio pessoal, mas eu usei de toda força, visibilidade e vivência com meu filho, para que a gente pudesse falar mais sobre as pessoas com deficiência. 

Então, eu tenho como grande meta não só a causa animal, mas meu próximo mandato será bem direcionado também às pessoas com deficiência, que representam mais de um terço da nossa população, que são invisíveis perante o poder público e pessoas, e que precisam de visibilidade e inclusão”.

A popular Lilian Dias pergunta: Deputada, qual o seu plano para o estado, se a senhora for reeleita? 

“Eu sendo reeleita, vou continuar fazendo tudo o que eu já faço, que é lutar pela causa dos animais. Certamente, a gente já vai ter entregue o hospital público veterinário que foi o que me fez entrar na política, mas vamos entregar mais castramóveis e interiorizar essas ações de suporte aos animais.  

No segundo mandato também quero continuar o plano de zerar a fila de cadeira de rodas que existe no Amazonas, para que possamos voltar para as políticas públicas voltadas para as pessoas com deficiência.”

O popular André Gonçalves pergunta:  Como a gente pode pedir ajuda para os animais de rua e domésticos?

Eu recebo milhares de solicitações por dia de tudo, tem aquela pessoa que me pede ajuda para o animal dela e ela não tem condições para levar no veterinário, existem aquelas pessoas que querem de fato ajudar o animal e participam da solução do problema e existem aquelas pessoas que só querem empurrar o problema e tirar o animal de sua visão e jogar para os protetores.

Se as pessoas procuram um lugar para despejar o animal, esse lugar não existe, mas se as pessoas querem de fato ajudar os animais e fazer parte da solução, nós temos uma central de atendimento no whatsapp, que eu tenho o maior prazer de deixar a disposição. Hoje nós temos na Aleam a comissão de proteção e defesa dos animais na qual eu sou presidente, as pessoas podem nos contactar pelo whatsapp no número (92) 98145-1111 e também se for denuncia de maus tratos, as pessoas podem procurar a delegacia de meio ambiente, presencialmente ou pelo site. 

Suporte a gente dá, mas também pedimos que as pessoas puxem um pouco da responsabilidade. Também aproveito pra falar,que é uma coisa todos os dias eu preciso estar falando nas minhas redes sociais, as pessoas me cobram muito, para que eu resgate todos os animais que elas me marcam ou pedem ajuda, só que é humanamente impossível para que uma deputada, consiga ajudar e resgatar todos os animais ao mesmo tempo. Eu digo muitos sins, eu salvo a vida de muitos animais, mas eu digo muitos nãos e eles são incompreendidos”  

Como a senhora disse, o seu mandato é muito abrangente. O que a senhora pode destacar, de projetos e ações voltadas para as pessoas com deficiência?  

“Quando a gente fala de pessoa com deficiência, eu posso dizer que eu destinei recursos de emendas parlamentares para que possa ser feita a aquisição pela sejusc, que é a secretaria do governo que cuida dessa pauta, para que a gente possa zerar a fila de cadeira de rodas. A gente conseguiu através desse recurso, adquirir cadeira de rodas para pessoas que estavam na fila há mais de 10 anos.

Quando falamos de pessoas com deficiência, também estamos falando de pessoas com síndrome de down, dos mais variados tipos de deficiência e também do autismo. Posso destacar que eu sou autora da lei que criou a carteira dos autistas, que evita que a mãe fique com inúmeros documentos e laudos para poder estar garantido o direito à saúde é prioridade em locais.

Também temos um grande sonho, que é ter retorno da secretaria da pessoa com deficiência, com orçamento. Também luto para termos um centro de terapias, começando pela capital que possa desafogar os institutos voltados para as pessoas com deficiência.”  

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