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Motorista de carro alegórico que esmagou menina na saída da Sapucaí mente em delegacia

Condutor do veículo pode responder pelo crime de homicídio culposo (sem intenção de matar), segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro

O motorista do carro alegório da escola de samba “Em Cima da Hora”, que imprensou e matou Raquel Antunes da Silva, 11 anos, no Rio de Janeiro, mentiu no depoimento prestado à 6ª DP (Cidade Nova). Após ficar em estado grave e ter perdido uma das pernas, a criança não resistiu aos ferimentos na tarde da sexta-feira (22) e morreu. O corpo da menina vai ser enterrado às 14h deste sábado (23). O velório começou às 11h no cemitério do Catumbi, no Centro.

Ao G1, a delegada Maria Aparecida Mallet informou que o homem teria dito que nenhuma criança — a não ser Raquel — brincou perto do carro alegórico. Imagens de câmeras de segurança e o depoimento do coordenador de dispersão da Liga Independente do Grupo A (Liga-RJ), José Crispim Silva Neto, no entanto, contradizem o motorista.

De acordo com a reportagem, ele disse ainda na delegacia que não viu crianças em cima do carro, deu a partida e prosseguiu com o reboque da alegoria. Câmeras de segurança, entretanto, indicam o contrário, que naquele momento havia várias crianças no carro, não apenas Raquel.

Segundo o motorista, que não teve o nome revelado, pessoas chegaram a gritar: “Para o reboque, tem uma menina em cima do queijo” e “tem criança em cima do carro” antes de o veículo da escola de samba Em Cima da Hora bater.

O crime é investigado como homicídio culposo (sem intenção de matar). O veículo envolvido na morte da criança foi apreendido pela Polícia Civil.

Os membros da empresa que auxiliava o puxamento do carro alegórico prestarão depoimento nesta segunda-feira (25). Os familiares de Raquel ainda foram ouvidos na delegacia.

Entenda

Durante um ensaio de escolas de samba cariocas, na noite de quarta-feira (20), Raquel Antunes da Silva foi atropelada por um carro alegórico na Sapucaí, no Rio de Janeiro, no primeiro dia de Carnaval na cidade. Além de ter tido as pernas dilaceradas, a criança foi prensada contra um poste.

A menina teve o primeiro atendimento ainda no posto médico da Sapucaí, entretanto, precisou ser transferida para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio. Dado o grave estado de saúde, ela precisou ser operada. Porém, após 36 horas, Raquel perdeu a batalha pela vida.

*Com informações do Metrópoles

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