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INOVAÇÃO

Aplicativo ajuda mulheres acompanharem saúde ginecológica no AM

Qualquer mulher pode utilizar o aplicativo, de forma gratuita, em um celular com sistema Android

O Ella tem a proposta de ser um aplicativo móvel com uma interface simples.

Manaus (AM) – Um aplicativo gratuito que permite à mulher amazonense armazenar e acompanhar informações sobre sua saúde ginecológica, como datas do preventivo e mamografia.

Assim é o Ella, aplicativo desenvolvido pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e que conta com a participação da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), que tem fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O Ella tem a proposta de ser um aplicativo móvel com uma interface simples, autoexplicativa e com a possibilidade de comando de voz.

Segundo a professora Rosana Moysés, do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina da Ufam, a plataforma foi pensada para ser utilizada por mulheres com baixa escolaridade.

O objetivo principal é funcionar como um cartão da mulher, que estimule e registre a realização dos exames preventivos para o câncer do colo do útero e para o câncer de mama, e fortaleça a prevenção dessas doenças”, afirma Rosana Moysés, que é uma das idealizadoras do projeto.

Benefícios

O aplicativo possibilita que a mulher fotografe seus resultados de exames, como o Papanicolau e a mamografia, e armazene no próprio aplicativo, além de criar alertas para realização desses exames, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde (MS).

Outra funcionalidade é registrar o ciclo menstrual e o uso de anticoncepcional. O aplicativo cria lembretes para tomar o medicamento.

A mulher poderá ainda registrar seus sintomas durante o período menstrual. Todas essas informações ficam armazenadas no aplicativo e a mulher pode apresentar em sua consulta com o profissional de saúde.

Tecnologia

O aplicativo apresenta um design gráfico ilustrativo. Nele, a mulher tem a possibilidade de preencher todas as informações por comando de voz, como destaca um dos idealizadores do aplicativo, o professor Raimundo Barreto, do Instituto de Computação da Ufam.

Qualquer mulher pode utilizar o aplicativo, de forma gratuita, em um celular com sistema Android. Ela também poderá acessar a ferramenta mesmo sem estar conectada à internet.

Aplicação

A FCecon participa do projeto por meio do Paic, sendo a pesquisa aplicada para verificar a efetividade do aplicativo, avaliando a experiência da mulher ao utilizar a ferramenta e se cumpre com os objetivos.

A estudante de Medicina, Rafaela Amaral, é colaboradora do projeto Paic/FCecon e responsável por entrevistar as pacientes na Fundação.

São entrevistadas pacientes maiores de 18 anos, em tratamento e que possuam um aparelho celular Android. A participação é voluntária e gratuita, e os dados são mantidos em confidencialidade.

Após a paciente assinar o termo de consentimento livre e esclarecido, pedimos que ela responda a um pequeno questionário e assista a um vídeo de três minutos que ensina a instalar e usar o aplicativo. Pedimos que a paciente utilize o aplicativo por pelo menos quatro semanas, para poder avaliá-lo posteriormente”, explica Rafaela Amaral.

Após um mês, a equipe da pesquisa entra em contato para solicitar que a paciente responda a um questionário para avaliar a ferramenta. Com base nessas informações, o projeto pretende avaliar a efetividade do Ella.

Com esta ação, a FCecon, através do programa Paic, fomentado pela Fapeam, vem contribuindo para o fortalecimento de pesquisas voltadas para inovação tecnológica em Oncologia”, destaca Kátia Torres, diretora de Ensino e Pesquisa da FCecon.

O projeto deve ser concluído em junho deste ano, na Fundação Cecon.

Multiprofissional

A elaboração do Ella conta equipe multiprofissional, com professores e acadêmicos do Instituto de Computação, Faculdade de Medicina, Instituto de Ciências Biológicas e da Faculdade de Design, todos da Ufam, além da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, de Portugal, por meio da professora Maria da Graça Pereira.

*Agência Amazonas

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