Antes mesmo do som dos tambores ecoar pelas ruas, o Carnaval 2026 já movimenta vitrines, estoques e expectativas no comércio do Amazonas.

Em janeiro, lojas especializadas e estabelecimentos populares de Manaus antecipam a preparação para atender foliões em busca de fantasias, decorações e artigos de festa para a maior celebração popular do país.

Com isso, comerciantes apostam na compra antecipada como estratégia para atrair consumidores, diluir custos e garantir variedade de produtos até os dias oficiais da folia.

Vitrines temáticas e variedade de produtos

O cenário inclui prateleiras coloridas e vitrines temáticas em diferentes zonas da capital. Lojas de artigos para festas, armarinhos, bazares e estabelecimentos especializados já oferecem fantasias, acessórios, adereços, tecidos, plumas e itens de decoração.

De acordo com Allan Bandeira, fundador das Lojas Tropical, a variedade de produtos está completa para atender diferentes perfis de consumidores.

“Temos fantasias prontas, além de tecidos e aviamentos em geral, como lantejoulas, pedrarias, plumas, tintas e outros materiais usados na customização”, explica.

Além disso, ele destaca a procura por itens avulsos, principalmente entre quem prefere montar o próprio look ou reaproveitar peças de anos anteriores.

Entre os produtos mais buscados estão lantejoulas, tecidos com tule, pedrarias, tintas e plumas, com destaque para o marabu.

Por fim, em relação aos preços, Allan afirma que não houve reajustes. “Os valores seguem os mesmos do ano passado, sem itens acima da média”, diz.

Consumidores apontam aumento

Apesar dessa avaliação, a percepção do consumidor é diferente em alguns casos. Para o diretor de Carnaval da GRCES Presidente Vargas, Fabrício Nascimento, determinados itens tiveram aumento significativo. Ele cita o galão irisado, usado no acabamento das fantasias.

“No ano passado custava cerca de R$ 10. Hoje, em Manaus, está por R$ 45, mais que o dobro do valor no Rio de Janeiro, onde varia entre R$ 20 e R$ 22”, relata.

Conforme Fabrício, a procura envolve materiais para fantasias adultas e infantis, e o principal critério de compra é o custo-benefício.

“Como os tecidos são praticamente os mesmos, o preço acaba sendo decisivo”, explica. No caso das escolas de samba, o planejamento ocorre com antecedência.

“Vai da escolha do enredo ao desenho dos figurinos, protótipos e, só depois, à compra dos materiais com ficha técnica detalhada. Leva de três a quatro meses”, afirma.

Ademais, para ele, a principal melhoria esperada no comércio local é a redução dos preços. “A diferença entre Manaus e cidades como Rio de Janeiro e São Paulo chega a 150% ou 200% em alguns produtos. Mesmo com frete, ainda compensa comprar fora. Esperamos preços mais competitivos por aqui”, conclui.

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