Grupos da sociedade civil e movimentos políticos anunciaram uma manifestação em São Paulo para exigir mais transparência, fim do sigilo e apuração rigorosa das denúncias ligadas ao caso Banco Master. O Movimento Brasil Livre (MBL) marcou o ato para o dia 22 de janeiro, às 18h, na sede do banco, na Rua Elvira Ferraz, Itaim Bibi.

📢 Motivo do protesto

O MBL explicou que quer chamar a atenção da sociedade e das autoridades para irregularidades e falta de clareza no caso Banco Master. Além disso, o grupo pretende pressionar sobre a atuação do Banco Central (BC), do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o movimento, o protesto exige respostas imediatas e investigações profundas sobre práticas ilegais que afetam investidores e a credibilidade do sistema financeiro.

O grupo destacou ainda que o ato será pacífico e aberto a todos que defendem o combate à corrupção e maior transparência no setor bancário.

📉 Sobre o Banco Master

O Banco Master enfrentou problemas de liquidez e irregularidades regulatórias. Por isso, o Banco Central liquidou-o extrajudicialmente em novembro de 2025.

No mesmo dia, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero. Ela prendeu Daniel Vorcaro, dono do banco, sob suspeita de fraude no sistema financeiro. Posteriormente, Vorcaro foi liberado com tornozeleira eletrônica.

Enquanto isso, investidores aguardam compensações do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) por títulos emitidos pelo banco, num volume estimado em R$ 41 bilhões. Essa situação gerou incerteza e impacto no mercado financeiro.

⚖️ Disputa institucional e sigilo

O TCU centralizou a decisão sobre a inspeção dos documentos do BC relacionados à liquidação do Master, depois que o próprio banco contestou a inspeção determinada por um juiz. Esse movimento gerou debate sobre os limites de atuação do TCU e do BC.

O presidente do TCU afirmou que apenas o STF pode reverter a liquidação. Ele destacou que o tribunal continua avaliando a legalidade das decisões, mas não pode desfazer sozinho atos do BC.

O ministro do STF, Dias Toffoli, determinou a retomada das investigações sobre supostas fraudes bilionárias no Banco Master. Ele autorizou diligências e a oitiva de executivos, incluindo dirigentes do próprio BC.

📊 Controvérsias e ações paralelas

A Polícia Federal abriu uma apuração preliminar sobre uma rede de influenciadores digitais que, supostamente, recebeu pagamento para pressionar o Banco Central nas redes sociais. O objetivo seria atacar a atuação da autoridade monetária no caso Master.

Além disso, documentos recentes mostram que contratos de sigilo com multa de até R$ 800 mil foram oferecidos a influenciadores para atacar o BC. Esses contratos teriam as iniciais de Daniel Vorcaro, segundo relatos da imprensa.

🧠 Por que a manifestação chama atenção

A convocação reflete um debate mais amplo sobre:

  • Autonomia e fiscalização do Banco Central;
  • Sigilo em investigações envolvendo fraudes e instituições financeiras;
  • Impacto econômico sobre investidores e fundos garantidores;
  • Pressões políticas e disputas institucionais em processos judiciais e regulatórios no Brasil.

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