Manaus (AM) – A Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas (CGJ-AM) passou a oferecer um canal eletrônico para recebimento e apuração de denúncias de violência contra a mulher no âmbito do Poder Judiciário. A iniciativa integra um projeto-piloto do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pode ser expandida para todo o país.

O serviço já está disponível online e pode ser acessado pelo link:
👉 https://goo.su/y5n0Fqv

Novo canal fortalece combate à violência de gênero

O objetivo é aprimorar a política permanente de enfrentamento a todas as formas de violência de gênero dentro das atribuições das Corregedorias.

O mecanismo vai reforçar a fiscalização em:

  • unidades judiciárias;
  • setores administrativos do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM);
  • serventias extrajudiciais (cartórios).

A proposta é coibir práticas de violência contra mulheres dentro do sistema de Justiça.

Como funciona o formulário de denúncia

Informações que podem ser registradas

No formulário eletrônico, a vítima pode informar:

  • existência de processo relacionado ao caso;
  • cidade ou comarca;
  • vara ou setor onde ocorreu o fato;
  • data ou período aproximado;
  • se a violência ainda persiste;
  • identificação do agressor e cargo ou função exercida.

Também é possível selecionar o tipo de violência:

  • física
  • psicológica
  • sexual
  • patrimonial
  • moral
  • institucional

Envio de provas

O sistema permite anexar documentos, como:

  • fotos
  • vídeos
  • áudios
  • atestados médicos
  • boletins de ocorrência
  • outros arquivos que ajudem na apuração

O canal ainda inclui termos de privacidade e autorização para uso de dados em estudos estatísticos.

Telefones de apoio imediato

Além do registro online, mulheres podem buscar ajuda urgente pelos contatos:

  • Polícia Militar: 190
  • Central de Atendimento à Mulher: 180
  • Delegacia da Mulher: (92) 3214-2130
  • Casa da Mulher Brasileira: (92) 98415-5788

Projeto é piloto do CNJ

A iniciativa foi proposta pela Corregedoria Nacional de Justiça e começou a ser discutida no Amazonas em outubro de 2025, seguindo as diretrizes do Provimento nº 201 do CNJ.

Após as tratativas, a CGJ-AM implantou o Núcleo de Monitoramento de Perspectiva de Gênero, criado pelo Provimento nº 524/2025 e assinado pelo corregedor-geral, desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos.

Núcleo usa tecnologia para monitorar casos

De acordo com o juiz-corregedor auxiliar Igor de Carvalho Leal Campagnolli, o canal amplia o acolhimento às vítimas.

“O Núcleo conta com ferramentas tecnológicas modernas, garante atendimento adequado e transparência no processamento das representações. Também temos um painel de Business Intelligence com dados atualizados semanalmente”, afirmou.

Página institucional do Núcleo

Além do formulário, a CGJ-AM criou uma página exclusiva com informações sobre o projeto.
Acesse aqui:
👉 https://www.tjam.jus.br/index.php/nmpg-apresentacao

Parceria nacional

O Núcleo surgiu a partir de um acordo de cooperação técnica entre o CNJ e o TJAM. O Amazonas foi escolhido como projeto-piloto, com previsão de expansão para outros estados.

Entre as atribuições estão:

  • aplicar diretrizes nacionais de perspectiva de gênero;
  • monitorar processos judiciais;
  • consolidar dados estatísticos;
  • produzir relatórios periódicos;
  • promover capacitações;
  • articular a rede de proteção à mulher.

A expectativa é tornar o atendimento mais ágil, humanizado e eficiente no combate à violência de gênero.

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