Manaus (AM)O Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) afirmou nesta quinta-feira (5) que o registro profissional da técnica de enfermagem envolvida no caso de Benício Xavier permanece suspenso, após informações recentes indicarem que o registro aparecia “ativo” no site do conselho.

Suspensão do registro

A medida foi adotada de forma cautelar no âmbito do processo ético referente ao óbito da criança, ocorrido em novembro de 2025 no Hospital Santa Júlia, após a administração de adrenalina por via intravenosa. O Coren-AM reforçou que a técnica de enfermagem está proibida de exercer a profissão até a conclusão da apuração dos fatos.

Em nota, o conselho informou:

“O registro da profissional encontra-se suspenso, bem como seu direito de exercer a enfermagem, garantindo a legalidade, transparência, rigor técnico e ético, em observância ao devido processo legal e ao caráter sigiloso previsto na Resolução Cofen nº 706/2022.”

Medidas judiciais

Em dezembro do ano passado, o juiz Fábio Olintho de Souza determinou a suspensão da atuação da técnica de enfermagem por 12 meses, assim como da médica responsável, Juliana Brasil, após a morte de Benício, de 6 anos. Além disso, foram impostas medidas cautelares, incluindo:

  • Comparecimento mensal em juízo para justificar atividades profissionais;
  • Proibição de deixar a Região Metropolitana de Manaus sem autorização judicial;
  • Distância mínima de 200 metros da família da vítima e das testemunhas.

A criança deu entrada no Hospital Santa Júlia com suspeita de laringite. Segundo as investigações, a médica Juliana Brasil administrou adrenalina de forma intravenosa, contrariando o protocolo que indicava o uso inalatório, o que resultou em seis paradas cardiorrespiratórias antes do óbito.

O Coren-AM reafirma seu compromisso com a fiscalização rigorosa do exercício profissional e a condução ética dos processos, mantendo a suspensão cautelar até o encerramento da apuração.

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