Ao menos dois nomes do secretariado estadual devem se afastar dos cargos para disputar as eleições deste ano. Marcellus Campêlo, secretário de Desenvovimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), e Serafim Corrêa, titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), confirmaram ao EM TEMPO que pretendem se afastar das funções da administração pública até o mês de abril, em cumprimento ao prazo legal de desincompatibilização. Ambos mantiveram sigilo quanto ao cargo eletivo que pretendem concorrer.
Por meio de nota, Campêlo informou que aguarda um direcionamento por parte do União Brasil. “Pretendo me afastar dos cargos que ocupo na administração pública, como secretário da Sedurb e da UGPE. Meu nome está à disposição do partido União Brasil, onde atuo como segundo vice-presidente estadual, e do governador Wilson Lima, presidente estadual da legenda”, declarou.
O titular da Sedecti, Serafim Corrêa, também afirmou que atenderá ao prazo de desincompatibilização eleitoral. Ele deixará a secretaria até o mês de abril e, ao ser questionado, se retringiu a informar que “não há, neste momento, divulgação quanto ao eventual cargo a ser disputado”.
Reeleição
A deputada estadual Joana Darc (União Brasil) tentará a reeleição para dar continuidade ao trabalho que vem desenvolvendo nos últimos anos, principalmente em relação à defesa da causa animal, das pessoas com deficiência, das mulheres e das pautas sociais. “Acredito que ainda há muitos projetos importantes em andamento e novas propostas que precisam sair do papel. A reeleição representa a oportunidade de consolidar políticas públicas que já estão dando resultado e ampliar ainda mais as ações que impactam diretamente a vida da população amazonense”, disse a parlamentar.
Senado
O chefe da Casa Civil municipal, Marcos Rotta, confirmou que deixará o cargo no fim do mês de março, deste ano para concorrer ao Senado Federal. Filiado ao Avante, Rotta divulgou que, após a desincompatibilização, ficará à disposição do grupo político liderado pelo prefeito de Manaus, David Almeida.
Sem definição
Ao ser questionado se pretende se afastar da função de titular da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Marcel Alexandre, declarou que o cenário está indefinido. Porém, assim que tiver indicações, atenderá ao que for determinado pelo partido.
“Não posso falar sobre isso porque faz parte de estratégia política. Estou sendo comandado pelo governador Wilson Lima e, até agora, não tem nenhuma definição quanto a sair ou ficar. Agora, tem muitas entregas de gestão para serem feitas. Sobre o questionado, não posso dizer. Seria precipitado. Vou para onde o grupo for e vou me mover como o grupo indicar”, externou Alexandre.
O reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), André Luiz Zogahib, também informou que ainda não há definições quanto ao possível afastamento e candidatura à eleição neste ano.
A reportagem também procurou os titulares da Junta Comercial do Estado (Jucea), Belarmino Lins, e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), Caio André, mas até o fechamento da edição não obteve resposta.
Fora da corrida eleitoral
Os secretários das seguintes pastas informaram que não pretendem se afastar dos cargos:
Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura – Alessandro Cohen; Secretaria de Estado de Saúde – Nayara de Oliveira; Secretaria de Estado do Desporto e Lazer – Diego Américo Costa; Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental – William Abreu; Secretaria Executiva do Trabalho e Empreendedorismo – Henry Walber Dantas; diretor-presidente do Cetam – Fábio Henrique; diretor-presidente da Suhab, Jivago Afonso Domingues de Castro.
Como funciona
A desincompatibilização eleitoral ocorre quando um candidato é obrigado a se afastar de cargos públicos para poder disputar as eleições. A legislação estabelece prazo de seis meses de desincompatibilização para autoridades que ocupam alguns cargos públicos e desejam se candidatar, que, neste pleito, será dia 4 de abril.
O objetivo da desincompatibilização é evitar que haja abuso do poder político ou econômico nas eleições, por meio do uso de recursos da administração pública, garantindo a paridade entre os candidatos.
