Em um cenário global marcado pela crescente disputa por recursos naturais estratégicos, o Brasil precisa olhar com mais atenção para o potencial mineral da Amazônia — e olhar firmemente para o Amazonas.

Nesse contexto, o senador Omar Aziz (PSD) tem defendido, em seu Plano Estratégico de Desenvolvimento, a mineração responsável como um dos vetores capazes de impulsionar crescimento econômico, inovação tecnológica e geração de oportunidades para o estado.

Segundo o documento, o Amazonas possui um território vasto, rico em recursos naturais e com papel estratégico para o Brasil e para o mundo. Para transformar esse potencial em desenvolvimento real, é necessário planejamento, ciência, infraestrutura e políticas públicas que conciliem crescimento econômico com preservação ambiental.

Entre os setores considerados centrais para o futuro da economia amazonense, o plano destaca a mineração, ao lado da indústria, do comércio, do turismo e da bioeconomia. A proposta é que o aproveitamento dos recursos minerais seja conduzido de forma sustentável, com base em conhecimento técnico, segurança jurídica e planejamento territorial, utilizando instrumentos como o Zoneamento Econômico-Ecológico para orientar o uso adequado do território.

Essa visão ganha ainda mais relevância diante das transformações da economia mundial. A transição energética, a digitalização e a expansão da indústria de alta tecnologia aumentaram significativamente a demanda por minerais estratégicos, entre eles as chamadas terras raras. Esses elementos são fundamentais para a fabricação de baterias, turbinas eólicas, carros elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.

Hoje, países e blocos econômicos disputam o acesso a essas matérias-primas. Nesse cenário, o Brasil — e particularmente a Amazônia — surge como uma fronteira estratégica. O Amazonas possui áreas com potencial mineral ainda pouco explorado do ponto de vista científico e econômico, o que exige maior presença do Estado brasileiro em pesquisa geológica, regulação e planejamento de longo prazo.

O Plano Estratégico defendido por Omar Aziz aponta justamente para essa necessidade: transformar recursos naturais em riqueza social, sem repetir modelos predatórios do passado. Isso significa estimular investimentos, fortalecer a pesquisa científica e garantir que qualquer atividade mineral ocorra com responsabilidade ambiental, transparência e benefícios para a população local.

Outro ponto fundamental é integrar a mineração a um projeto mais amplo de desenvolvimento regional. Infraestrutura logística, energia, regularização fundiária e segurança jurídica são condições indispensáveis para atrair investimentos e permitir que cadeias produtivas se consolidem no interior do estado.

Em 2026, o debate sobre minerais estratégicos tende a ganhar espaço na agenda do Governo Federal. O Brasil precisa definir políticas claras para esse setor, ampliando a pesquisa geológica, modernizando a regulação e incentivando a industrialização dos minerais extraídos no país.

Nesse processo, o Amazonas pode ocupar posição de destaque. Com planejamento, tecnologia e compromisso ambiental, a mineração — incluindo o potencial das terras raras — pode se tornar uma nova fronteira de desenvolvimento para a Amazônia, contribuindo para fortalecer a economia regional e ampliar o papel estratégico do Brasil no cenário global.

Juscelino Taketomi
Juscelino Taketomi

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