O Hospital do Sangue Idenir de Araújo Rodrigues iniciou, hoje (17), o atendimento à população com a transferência dos primeiros pacientes da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam). Ao todo, 17 pessoas — 9 adultos e 8 crianças — foram encaminhadas para a nova unidade nas primeiras horas de funcionamento.
Dessa forma, o hospital já começa a operar com internações e atendimentos ambulatoriais, marcando o início das atividades assistenciais. Além disso, a unidade oferece um ambiente moderno e acolhedor, alinhado às necessidades de pacientes e familiares.
Transferência marca início das operações
Equipes da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e da Fundação Hemoam atuaram de forma integrada na transferência dos pacientes do antigo hospital para a nova unidade. Além disso, ainda na tarde desta terça-feira, foi realizada a primeira transferência inter-hospitalar para o hospital recém-inaugurado: um paciente infantil transferido via regulação do Pronto Socorro da Criança (HPSC) da zona oeste de Manaus.
Assim, o início das operações foi organizado e seguro, garantindo atendimento contínuo sem interrupções.
Nova unidade amplia capacidade de atendimento
O Hospital do Sangue se destaca pela inovação na estrutura hospitalar e pelo parque tecnológico voltado ao diagnóstico e tratamento de doenças hematológicas. Com 184 leitos e equipamentos de alta complexidade, a unidade amplia em 254% a capacidade de atendimento especializado no Amazonas.
Dessa forma, o hospital passa a integrar a rede estadual de saúde como referência no cuidado a pacientes com doenças do sangue.
A secretária adjunta de Assistência da SES-AM, Mônica Melo, explicou:
“Amanhecemos preparando os pacientes para a transferência da Fundação Hemoam para o Hospital do Sangue. Eles já foram transferidos, já concluímos os da pediatria, começamos agora os pacientes adultos e já vamos receber inclusive dois pacientes na UTI.”
Pacientes destacam conforto e acolhimento
A inauguração da nova unidade representa alívio e expectativa para pacientes e familiares que enfrentam o tratamento de doenças hematológicas no Amazonas. Assim, a ampliação da estrutura simboliza mais dignidade, acolhimento e qualidade no cuidado.
Natural de São Sebastião do Uatumã, a 247 quilômetros de Manaus, o adolescente Asaf Manoel Bentes, de 15 anos, em tratamento de leucemia, foi o primeiro paciente a dar entrada na internação do novo hospital. Apaixonado por futebol, ele destacou a vista do leito, localizado em frente à Arena da Amazônia, além do conforto e da privacidade.
“Aqui é um ambiente mais reservado, tem só dois leitos no quarto, dá pra ficar mais à vontade, tranquilo. Aqui o ar é mais friozinho e tem uma linda imagem para ficar admirando”, disse.
Outra paciente que aprovou a nova estrutura foi Francikeila Brose Araújo, de 11 anos, em tratamento de leucemia aguda (LLA) há sete meses. Em isolamento, ela destacou a paisagem e a sensação de estar em um espaço mais acolhedor.
“Aqui está bem legal, parecendo apartamento. Da vista, porque lá era bem fechado, bem escuro. O daqui a gente vê a luz do dia, se tá rosa, se tá amarelo. Bem legal, eu gostei bastante”, declarou.

Estrutura moderna e serviços especializados
O Hospital do Sangue foi projetado para ampliar o acesso da população a serviços de média e alta complexidade no tratamento de doenças hematológicas. Além disso, a unidade conta com 184 leitos, incluindo 16 leitos de UTI adulto e pediátrica, além de centro cirúrgico, hospital-dia e ambulatórios especializados.
Entre os serviços ofertados estão hematologia clínica, onco-hematologia, tratamento de leucemias, linfomas e outras doenças do sangue. Além disso, há terapias especializadas e acompanhamento multiprofissional.
A estrutura também possui parque tecnológico voltado ao diagnóstico, com tomógrafo, ultrassonografia, ecocardiograma, eletrocardiograma, raio-x e doppler transcraniano. Além disso, há laboratório especializado para exames hematológicos.
Transplante de medula e integração à rede estadual
Outro avanço previsto é a implantação progressiva do serviço de transplante de medula óssea, considerado um marco para a saúde pública do Amazonas. Dessa forma, a medida deve reduzir a necessidade de encaminhamento de pacientes para outros estados por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
Além disso, a unidade atuará de forma integrada à rede estadual de saúde e ao Complexo Regulador do Amazonas. Assim, pacientes da capital, do interior, incluindo comunidades ribeirinhas e indígenas, terão acesso organizado aos serviços especializados.
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