Uma reportagem publicada pela revista Sonho & Negócios trouxe novos elementos sobre o caso que ganhou repercussão em grupos de mensagens envolvendo um possível episódio de racismo entre estudantes da Escola Estadual José Seffair, em Manacapuru, no Amazonas.

A situação começou a circular em grupos de WhatsApp após mensagens indicarem que um aluno teria sido alvo de ofensa racista dentro de sala de aula no dia 11 de março. Nos textos compartilhados, alguns estudantes afirmavam que a escola não teria tomado providências diante do ocorrido, o que gerou questionamentos entre integrantes da comunidade escolar.

Diante da repercussão, a equipe da Sonho & Negócios foi até a instituição no dia 13 de março para ouvir diretamente a gestão da escola e entender como o caso estava sendo tratado.

Segundo a direção da Escola Estadual José Seffair, a situação chegou ao conhecimento da equipe pedagógica após algumas alunas procurarem a gestão para informar que um colega teria sido ofendido dentro da sala de aula. Naquele primeiro momento, porém, as estudantes não souberam indicar os nomes dos envolvidos.

A pedagoga orientou que as alunas retornassem à sala para identificar os estudantes que teriam participado do episódio. Após retornarem com as informações, os nomes foram anotados e o caso passou a ser acompanhado pela gestão da escola.

De acordo com o relato apresentado pela direção à reportagem da Sonho & Negócios, a escola buscou tratar a situação com os estudantes envolvidos e afirmou que não houve omissão por parte da gestão.

Durante a apuração, a direção também relatou que o clima ficou tenso após a circulação das mensagens em grupos de WhatsApp. Segundo a escola, um dos estudantes teria dirigido palavras ofensivas à gestão durante o momento de estresse provocado pela repercussão do caso.

A direção afirma possuir registros em áudio em que o aluno utiliza palavrões ao se referir à equipe escolar. Posteriormente, ainda segundo o relato apresentado à reportagem, o estudante teria reconhecido que agiu por impulso e pedido desculpas à gestão.

A escola informou ainda que tentou entrar em contato com os responsáveis pelo estudante que teria sido alvo da ofensa, mas até o momento da apuração realizada pela reportagem não havia conseguido retorno.

A gestão destacou que situações de conflito entre estudantes são registradas pela instituição e que os responsáveis costumam ser chamados para acompanhar as conversas e as medidas adotadas pela escola.

Segundo a direção, a escola também tem buscado reforçar ações educativas sobre convivência e respeito, incluindo palestras e atividades pedagógicas voltadas para temas como racismo e cidadania.

A reportagem publicada pela Sonho & Negócios ressalta que mantém espaço aberto para manifestações de todas as partes envolvidas no caso, incluindo estudantes, responsáveis e representantes da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas.

O episódio reacendeu discussões na comunidade escolar sobre a forma como situações de discriminação devem ser tratadas dentro das instituições de ensino e sobre a importância de investigação cuidadosa antes da divulgação de informações em redes sociais.

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