Israel lançou ataque contra a infraestrutura do maior campo de gás natural do mundo no Irã, provocando protestos de países árabes aliados dos EUA. Além disso, Teerã ameaçou retaliar instalações energéticas na região.
O bombardeio das Forças de Defesa de Israel atingiu o megacampo de Pars Sul nesta quarta-feira (18), que até então recebia apenas ações esporádicas. Como resultado, a escalada militar aumentou a tensão no golfo Pérsico.
O campo está localizado no meio do golfo Pérsico e é explorado pelo Irã e pelo Qatar. Este último controla 60% das reservas, na área chamada Domo Norte. O Irã produz a maior parte do gás, quase todo comprado pela China.
Houve incêndio em estações de processamento, controlado após algumas horas. Antes do ataque, Israel matou Ali Larijani, líder iraniano, e um comandante militar importante. Consequentemente, a retaliação de Teerã se intensificou.
Retaliação iraniana atinge países do golfo
O Irã listou como alvos uma refinaria e uma petroquímica da Arábia Saudita, um campo de gás dos Emirados Árabes Unidos e três complexos do Qatar.
Até o momento, os ataques com mísseis e drones atingiram a Arábia Saudita sem causar grandes danos. Enquanto isso, o Qatar evacuou unidades atacadas, reforçando a escalada de Teerã.
Segundo relatos, o ataque de Israel ocorreu sem consentimento declarado dos EUA, embora alguns veículos, como o site Axios, apresentem versão diferente.
Críticas internacionais
Em resposta, Emirados, Arábia Saudita e Omã criticaram a ação. Eles alertam que o ataque israelense coloca em risco o comércio global de gás natural.
Além disso, analistas israelenses afirmam que Netanyahu intensifica ataques e mantém política de eliminação de lideranças iranianas. Por outro lado, declarações contraditórias de Donald Trump fortalecem a estratégia de Israel.
A tensão aumenta porque aliados europeus da OTAN e países asiáticos rejeitaram apoiar uma força-tarefa naval para proteger o estreito de Hormuz.
Na Arábia Saudita, os celulares de Riad emitiram alertas de ataque aéreo pela primeira vez. Antes, os avisos se restringiam a campos petrolíferos e instalações militares.
Efeitos nos preços de energia
Apesar da escalada, os preços do gás natural apresentam leve alta. No entanto, o petróleo sobe de forma consistente, ultrapassando US$ 107 o barril. Consequentemente, o mercado se preocupa com a segurança do fornecimento energético.
(*) Com informações da Folha de S.Paulo
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