O Conselho Curador do FGTS aprovou, nesta terça-feira (24), o aumento do limite de renda de todas as faixas do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Além disso, o colegiado elevou o teto do valor dos imóveis nas faixas 3 e 4 do programa.
De acordo com a decisão, a faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200 mensais, um aumento de 12%. Assim, mesmo com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621, a faixa se mantém próxima a dois salários mínimos. Na prática, famílias com renda de cerca de R$ 2.900, antes enquadradas na faixa 2, passam agora para a faixa 1. Com isso, terão acesso a juros mais baixos.
Novas faixas de renda do MCMV
As demais faixas também foram reajustadas.
- A faixa 2 sobe de R$ 4.700 para R$ 5 mil.
- A faixa 3 passa de R$ 8.600 para R$ 9.600.
- Já a faixa 4 aumenta de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
Impacto para as famílias
Com a atualização, ao menos 87,5 mil famílias devem ser beneficiadas com a redução nas taxas de juros do financiamento habitacional. Além disso, cerca de 31,3 mil famílias serão incluídas na faixa 3. Outras 8,2 mil famílias da classe média passam a acessar o programa pela faixa 4.
“O que significa isso? A possibilidade de mais famílias – conforme foi a sua determinação, presidente – terem acesso ao sonho da casa própria”, disse o ministro das Cidades, Jader Filho, de Santarém, no Pará, ao anunciar a decisão durante evento de entrega de 2.215 moradias do MCMV. A cerimônia teve transmissão simultânea de Brasília, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e dos municípios de Dias D’Ávila (BA), Rio Largo (AL) e São Brás (AL).
Exemplo prático de redução de juros
A medida também traz efeitos diretos no bolso. Por exemplo, uma família de Belém com renda mensal de R$ 4.900 migrará da faixa 3 para a faixa 2. Dessa forma, a taxa de juros cairá de 7,66% para 6,5% ao ano. Ao mesmo tempo, a capacidade de financiamento aumentará de R$ 178 mil para R$ 202 mil.
Novo teto dos imóveis
O teto do valor dos imóveis também foi ampliado.
- Na faixa 3, sobe de R$ 350 mil para R$ 400 mil.
- Na faixa 4, passa de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Já os valores máximos das faixas 1 e 2 haviam sido aprovados em 2025 e entraram em vigor em janeiro.
(*) Com informações do Governo Federal/Ministério das Cidades
