O prefeito David Almeida reinaugurou nesta sexta-feira (27) a feira municipal do Jorge Teixeira 1, na zona Leste de Manaus. Após quase três décadas sem intervenções estruturais, o espaço voltou a oferecer funcionalidade, segurança e capacidade econômica aos comerciantes e consumidores da região.
A iniciativa aborda um problema comum em várias cidades brasileiras: o abandono histórico de feiras e mercados públicos, que compromete a renda de pequenos trabalhadores e enfraquece a economia local. Com isso, a gestão aposta na valorização do comércio popular como instrumento direto de geração de emprego, circulação de renda e fortalecimento da agricultura familiar.
Estrutura moderna e funcional
A obra integra o programa de revitalização das feiras e mercados municipais e contemplou a reestruturação completa do espaço. A feira agora conta com:
- 43 boxes, sendo 16 totalmente reconstruídos
- Novo revestimento e pintura geral
- Iluminação moderna
- Sistema hidráulico atualizado
- Praça de alimentação coberta
- Calçadas reformadas
Inaugurada na década de 1980, a unidade não recebia investimentos relevantes há cerca de 30 anos.
“Quando você melhora a estrutura da feira, você melhora a renda de quem trabalha aqui. Feira abandonada afasta cliente, reduz consumo e tira dignidade de quem depende desse espaço. O que estamos fazendo é devolver movimento, organização e oportunidade para quem vive da economia popular”, afirmou o prefeito David Almeida.
Impacto econômico e social
O titular da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), Wanderson Costa, destacou o alcance da política pública.
“Manaus tinha um histórico de abandono desses equipamentos. Hoje, já são 29 feiras reformadas, com outras em andamento. Não é apenas obra física, é reorganização de um setor que sustenta milhares de famílias e movimenta a economia dos bairros”, disse.
Localizada em uma das áreas mais populosas da cidade, a feira do Jorge Teixeira 1 fortalece a economia local, oferece melhores condições de trabalho aos permissionários e amplia a atração de consumidores, beneficiando diretamente a agricultura familiar e o comércio informal.

Durante a entrega, o presidente da comissão gestora da feira, Elisandro Gomes de Souza, destacou a mudança na realidade dos trabalhadores.
“Essa feira estava abandonada há muitos anos. Hoje, a gente recebe um espaço novo, digno, que valoriza o nosso trabalho e dá melhores condições para atender à população”, afirmou.
Estratégia ampla de requalificação urbana
Ao contextualizar a política pública, David Almeida afirmou que a reestruturação das feiras faz parte de uma estratégia mais ampla de intervenção urbana. A gestão avançou de três feiras reformadas em administrações anteriores para quase 30 unidades requalificadas, com novas entregas previstas.
“Nenhuma gestão enfrentou esse problema com essa escala. Nós estamos organizando a cidade a partir da base, onde o povo trabalha e gera renda todos os dias”, declarou.
A nova estrutura devolve à população um espaço mais seguro, organizado e funcional, reduzindo riscos sanitários, ampliando o fluxo de consumidores e fortalecendo a economia de bairro. Em um cenário nacional de pressão sobre emprego e renda, a requalificação de feiras públicas surge como solução de impacto direto e replicável para cidades com equipamentos degradados.
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