O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, em reunião fechada com seus ministros nesta terça-feira (31), o presidente Donald Trump e afirmou considerar que a eleição brasileira deste ano é crucial para a democracia mundial.

Segundo ministros presentes ao encontro, o presidente apontou o que considera radicalismo, beligerância e irracionalidade no governo norte-americano. Além disso, alertou que o Brasil corre riscos em sua democracia e soberania caso um candidato alinhado ao trumpismo vença as eleições.

Alusões a adversários políticos

Embora não tenha citado nomes diretamente, Lula teria feito referências indiretas a adversários. De acordo com ministros, as falas apontam para o pré-candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, que no último fim de semana discursou em um evento conservador nos Estados Unidos pedindo “pressão diplomática” sobre o Brasil nas eleições deste ano.

Além disso, a crítica também alcançaria o governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, que assinou com os Estados Unidos um memorando para exploração de terras raras em seu estado.

Críticas à política externa e impactos econômicos

O presidente também fez críticas ao conflito no Oriente Médio liderado por Trump e às consequências econômicas globais dessa guerra, especialmente em relação à inflação.

Nesse contexto, Lula cobrou que todos os novos ministros — assim como os que deixavam o cargo — atuem diretamente no enfrentamento político durante a campanha. Para ele, a eleição brasileira deste ano tem um significado mais amplo e pode representar uma guinada global antidemocrática.

Além disso, mencionou as eleições para o Senado e alertou que, se aliados do bolsonarismo elegerem 24 senadores, a Casa poderá avançar com uma agenda considerada antidemocrática, que teria respaldo no governo americano de Donald Trump.

Comunicação e estratégia de governo

Durante a reunião, além de Lula, discursaram apenas o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira.

Rui Costa apresentou um balanço das entregas realizadas pelo governo e das próximas ações previstas. Em seguida, Sidônio Palmeira destacou a importância de alinhar comunicação, gestão e política como pilares estratégicos da administração.

Segundo ministros, Sidônio afirmou que os novos integrantes do governo atuarão como novas vozes em defesa da gestão federal, enquanto os que deixam os cargos continuarão contribuindo no cenário político. Por fim, ele se colocou à disposição para apoiar a comunicação institucional e a campanha.

(*) Com informações da CNN Brasil

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