A incontinência urinária, caracterizada pela perda involuntária de urina, afeta milhões de mulheres e ainda causa constrangimento. Embora comum, especialistas alertam que o problema não deve ser considerado normal e pode ser tratado com acompanhamento médico e fisioterapia.
Segundo a médica da Família Bruna Borges, professora da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara, a condição surge de causas multifatoriais, geralmente relacionadas à fragilidade do assoalho pélvico ou alterações no funcionamento da bexiga.
“A causa mais comum é a incontinência urinária de esforço, quando os músculos que sustentam a uretra perdem o tônus e não conseguem mantê-la fechada adequadamente, durante atividades como tossir, rir ou carregar peso”, explica.
Entre os fatores associados estão gestação, parto, envelhecimento e menopausa. A queda hormonal nessa fase pode provocar atrofia dos tecidos urogenitais e reduzir a capacidade de fechamento da uretra.
A incontinência também pode ocorrer devido à bexiga hiperativa, marcada por contrações involuntárias do músculo da bexiga, podendo estar ligada a condições como diabetes, doenças neurológicas, obesidade e constipação intestinal.
“Após os 50 anos, especialmente no climatério e na menopausa, a incidência aumenta significativamente”, afirma Bruna Borges.
O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica e da análise dos sintomas apresentados pela paciente. Entre as opções de tratamento estão mudanças de hábitos, uso de medicamentos e reabilitação da musculatura pélvica, segundo Bruna Borges.
Fisioterapia pélvica fortalece o assoalho
A fisioterapia pélvica tem papel essencial no controle urinário. De acordo com a fisioterapeuta Thaiana Duarte, professora da Afya, os exercícios fortalecem os músculos do assoalho pélvico, melhorando o fechamento da uretra e controlando contrações involuntárias da bexiga.
“A fisioterapia fortalece os músculos do assoalho pélvico, melhorando o fechamento da uretra, nos casos de perdas por esforço. Ajuda também a controlar as contrações involuntárias da bexiga, nas perdas por urgência”, observa Thaiana Duarte.
Os exercícios são personalizados e a melhora acontece de forma gradual, geralmente em três meses, afirma a especialista.
Informação qualificada reduz tabus
Para Soraia Tatikawa, diretora geral da Afya de Itacoatiara, ampliar o acesso à informação sobre saúde feminina é essencial.
“Falar sobre condições como a incontinência urinária ajuda a reduzir o tabu e incentiva as mulheres a buscar orientação profissional. A informação qualificada é uma ferramenta importante para promover saúde e qualidade de vida”, destaca.
Além do desconforto físico, a incontinência pode afetar a autoestima, a vida social e a qualidade de vida. Por isso, especialistas recomendam procurar orientação médica ao notar os primeiros sintomas.
“A perda urinária é uma condição tratável. Falar sobre o problema e buscar ajuda é o primeiro passo para recuperar o controle e o bem-estar”, orienta Thaiana Duarte.
A Afya de Itacoatiara forma profissionais capacitados para prevenir, diagnosticar e tratar condições como a incontinência urinária, impactando positivamente a saúde da população, finaliza a diretora Soraia Tatikawa.
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