As chuvas intensas no Amazonas aumentam o deslocamento de animais peçonhentos e elevam o risco de acidentes, sobretudo no primeiro semestre. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) reforça o alerta, nesta quarta-feira (08/04), que com menos áreas secas, cobras, escorpiões e aranhas passam a buscar abrigo mais próximo das residências, ampliando o contato com a população.

Dados das secretarias municipais de saúde, consolidados pela gerência de Zoonoses da Diretoria de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, indicam que, de janeiro a março de 2025, foram registrados 999 acidentes. Em 2026, no mesmo período, o número subiu para 1.042, um aumento de 4,3%.

Acidentes com animais peçonhentos por município

Na lista dos cinco municípios com maior número de registros de acidentes por animais peçonhentos, nos três primeiros meses de 2026, estão: Manaus (153), Tefé (56), Itacoatiara (55), Coari (47) e Presidente Figueiredo (44). Entre os principais tipos de acidentes registrados em 2026, no Amazonas, destacam-se aqueles causados por: serpentes (573), escorpiões (148) e aranhas (113). Outros animais envolvidos nesse tipo de ocorrência incluem abelhas e lagartas.

Veja como prevenir;

– Manutenção de ambientes limpos e organizados: Evitar o acúmulo de entulhos, materiais de construção e lixo, que podem servir como abrigo para animais peçonhentos;

– Utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Em áreas de risco, como florestas, sítios e áreas rurais, é essencial o uso de botas, luvas e perneiras para evitar picadas e mordidas;

– Atenção ao vestuário: Ao vestir roupas e sapatos que estiveram guardados por longos períodos, é importante verificar se não há presença de animais peçonhentos;

– Inspeção periódica em residências e áreas de convívio: Realizar vistorias frequentes em quintais, jardins e ambientes domésticos para identificar e remover possíveis abrigos de animais peçonhentos.

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