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DESEMPREGO

Amazonas apresenta taxa de desemprego de 13%

A taxa média de desocupação registrada no Brasil foi de 11,1%, no 1º trimestre do ano, com estabilidade em relação ao trimestre anterior

Foto: Marcio James/Semcom

Manaus (AM) – No período de janeiro e março, a taxa de desocupação foi 0,1 ponto percentual inferior à registrada no trimestre anterior (13,1%), no Estado, e representa estabilidade. Já na comparação entre o 1º trimestre de 2022 e o mesmo trimestre de 2021, houve queda de 4,6 pontos percentuais.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e foram divulgados na última sexta-feira (13) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa média de desocupação registrada no Brasil foi de 11,1%, no 1º trimestre do ano, com estabilidade em relação ao trimestre anterior. Assim, a taxa do Amazonas (13,0%) segue maior do que a nacional, mas é a menor taxa observada no Estado desde o 1º trimestre de 2016 (12,9%).

Em relação aos Estados e Distrito Federal, a taxa do Amazonas foi a 10ª maior. A mais alta foi a do Bahia (17,6%), seguida pela de Pernambuco (17,0%) e Rio de janeiro (14,9). A menor continua sendo a de Santa Catarina (4,5%).

Destaques:

·        Em relação ao primeiro trimestre de 2021, a população ocupada aumentou em 173 mil pessoas (11,2% de alta), no AM. Também foram estimados 73 mil desocupados a menos (-22,2% de queda), no Estado;

·        o número de pessoas fora da força de trabalho (nem ocupadas e nem buscando ocupação) foi de 1.1 milhão, no 1º trimestre do ano; 25 mil a menos (-2,2%), em relação ao trimestre anterior;

·        O nível de ocupação no Amazonas alcançou 55,3%, no período entre janeiro e março, no Amazonas, com avanço de 4,9 p.p., na comparação com o mesmo período do ano anterior (50,5%);

·        No AM, a taxa de informalidade no 1º trimestre foi de 58,1% da população ocupada; a terceira maior entre Estados e Distrito Federal. As maiores taxas ficaram com o Pará (62,9%), Maranhão (59,7%) e Amazonas (58,1%);

·        A força de trabalho potencial apresentou queda de 36,0% (-104 mil pessoas), na comparação com o mesmo trimestre de 2021; 

·        O número de trabalhadores domésticos manteve-se estatisticamente estável em relação ao último trimestre (5 mil pessoas a mais), mas cresceu 33,5% em relação ao 1º trimestre de 2021, com 22 mil pessoas a mais nesta função;

·        Havia 611 mil pessoas trabalhando por conta própria (35,7% do total de pessoas ocupadas), no Amazonas, no 1º trimestre; 71 mil a mais, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior;

·        Dentre 50 mil ocupados como empregadores, 28 mil trabalhavam com CNPJ, e 22 mil sem CNPJ, 10 mil pessoas a mais, em relação ao trimestre anterior (alta de 76,5% no trimestre);

·        Na comparação com o 1º trimestre de 2021, as atividades com altas nas ocupações foram a indústria geral (26,1%), alojamento e alimentação (30,9%), serviços domésticos (36,5%) e outros serviços (40,7%);

·        No 1º trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2021, houve queda em todos os indicadores de subutilização, no Estado;

·        O rendimento médio de todos os trabalhos das pessoas ocupadas manteve-se estável, com variação de 4,4%, em relação ao trimestre anterior (R$81 a mais, em valor monetário), passando de R$ 1.839,00, no 4º trimestre de 2021, para R$ 1.920.

Cai número de pessoas procurando por emprego, no Estado

A pesquisa estimou que a população desocupada, no Amazonas, no 1º trimestre de 2022, era de 256 mil pessoas, 5 mil a mais (1,9%), em relação ao trimestre anterior. Mas na comparação com o 1º trimestre de 2021, foram 73 mil desocupados a menos (-22,2%), no Estado.

Do total de 3 milhões e 950 mil pessoas em idade de trabalhar (de 14 anos ou mais) no Amazonas, foram estimadas 1.712 milhão de pessoas ocupadas, no 1º trimestre de 2022, frente a 1.671 milhão, estimadas no trimestre anterior, ou seja, 41 mil ocupados a mais (2,4%), variação não estatisticamente significativa. Já em relação ao primeiro trimestre de 2021, a população ocupada aumentou em 173 mil pessoas, (11,2% de alta).

No total, o número de pessoas na força de trabalho, ou seja, trabalhando ou buscando emprego, foi de 1.969 milhão, no 1º trimestre, frente a 1.923, no trimestre anterior, ou seja, 46 mil a mais (2,4%). Já o número de pessoas fora da força de trabalho (nem ocupadas e nem buscando ocupação) foi de 1.127 milhão, no 1º trimestre do ano; 25 mil a menos (-2,2%), em relação ao trimestre anterior.

Assim, a taxa de participação na força de trabalho (daquelas pessoas de 14 anos ou mais, ocupadas ou desocupadas) foi de 63,6%, no Amazonas, 1,1% a mais, entre janeiro e março de 2022, em relação ao trimestre anterior, o que significa estabilidade.

A pesquisa também estimou o nível da ocupação, que são os ocupados em relação àqueles em idade de trabalhar, em 55,3%, no período entre janeiro e março, no Amazonas. A taxa foi 1,0 ponto percentual (p.p.) maior, em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2021, quando era de 54,4%, o que significa estabilidade, mas houve avanço de 4,9 p.p., na comparação com o mesmo período do ano anterior (50,5%).

Informalidade

A taxa de informalidade para o Amazonas, no 1º trimestre, foi de 58,1% da população ocupada (994 mil pessoas); a terceira maior taxa entre Estados e Distrito Federal. As maiores taxas ficaram com o Pará (62,9%), Maranhão (59,7%) e Amazonas (58,1%); e as menores, com Santa Catarina (27,6%), Distrito Federal (30,3%) e São Paulo (30,55%).

A informalidade no Estado manteve-se estável em relação ao 4º trimestre de 2021 (58,7%), e caiu 1,7 p.p., em relação ao 1º trimestre de 2021 (59,8%).

Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.

Pessoas ocupadas, por posição

No 1º trimestre de 2022, no Amazonas, dentre o total de 1.712 milhão de pessoas ocupadas, 568 mil estavam empregadas no setor privado (exclusive trabalhador doméstico), o que representa estabilidade no setor, em relação ao trimestre anterior (559 mil) e alta de 11,3% em relação ao 1º trimestre de 2021 (com 58 mil pessoas a mais). Das pessoas ocupadas no setor privado, 392 mil trabalhavam com carteira assinada e 176 mil, sem carteira assinada.

Em relação ao trabalhador doméstico, a maioria das pessoas trabalhavam sem carteira assinada: 76 mil das 86 mil pessoas ocupadas na função. Além disso, o número de pessoas ocupadas como trabalhadores domésticos manteve-se estável em relação ao último trimestre (5 mil pessoas a mais), mas cresceu 33,5% em relação ao 1º trimestre de 2021, com 22 mil pessoas a mais nesta função.

No Amazonas, no 1º trimestre do ano, 241 mil pessoas estavam ocupadas no setor público, número estável em relação ao trimestre anterior (245 mil pessoas). No total, havia 11 mil pessoas empregadas no setor público, com carteira assinada, e 83 mil sem carteira assinada. Os demais empregados no setor eram militares ou funcionários públicos estatutários, que somaram 146 mil, números também estáveis em relação ao trimestre anterior.

Havia 611 mil pessoas trabalhando por conta própria (35,7% do total de pessoas ocupadas), no Amazonas, no 1º trimestre; seis mil a mais, em relação ao trimestre anterior, mas, em contrapartida, havia 71 mil a mais (alta de 13,2%), na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Desses, 563 mil (92,1% do total de trabalhadores por conta própria) não possuíam CNPJ; oito mil a menos, na comparação com o trimestre anterior, entretanto, 59 mil a mais, na comparação com o 1º trimestre de 2021.

No 1º trimestre do ano, o número de pessoas ocupadas por conta própria com CNPJ (48 mil) manteve-se estatisticamente estável, no Amazonas, mas são 14 mil pessoas a mais nesta condição, em relação ao trimestre anterior.

O número de pessoas ocupadas como trabalhadores familiares auxiliares, aqueles que trabalharam sem remuneração, em ajuda na atividade econômica de membro do domicílio ou de parente, foi de 139 mil, no último trimestre de 2021, para 157 mil, no primeiro trimestre de 2022, ou seja, 18 mil pessoas a mais nesta função.

Quanto às pessoas ocupadas como empregadores, foram estimadas 50 mil, no primeiro trimestre do ano, no Estado, 8 mil a mais, em relação ao último trimestre de 2021, 13 mil a mais, em comparação ao primeiro trimestre de 2021 (alta de 35,9%).

Dentre esses 50 mil ocupados como empregadores, 28 mil trabalhavam com CNPJ, e 22 mil sem CNPJ, 10 mil pessoas a mais, em relação ao trimestre anterior (alta de 76,5% no trimestre).

No 1º trimestre, a indústria geral, o alojamento e alimentação e também os serviços domésticos foram as atividades com alta em ocupações, frente ao mesmo período do ano passado

Em relação ao número de pessoas ocupadas por grupamento de atividade, o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas foi o grupo que apresentou, mais uma vez, o maior número de pessoas ocupadas, com 316 mil pessoas ocupadas no 1º trimestre de 2022. A agropecuária ficou na segunda posição, com 297 mil pessoas, e, em terceiro, ficou a administração pública, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 287 mil pessoas. Em quarto, ficou a indústria geral, com 195 mil pessoas ocupadas no setor.

E na comparação com o 1º trimestre de 2021, as atividades com altas nas ocupações foram a indústria geral (26,1%), alojamento e alimentação (30,9%), serviços domésticos (36,5%) e outros serviços (40,7%). Nenhuma atividade apresentou queda estatisticamente significativa nas ocupações nessa comparação.

Já em relação com o último trimestre de 2021, a única atividade que obteve alta significativa na pesquisa foi a de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 23 mil pessoas a mais ocupadas, o que representa 20,0% de crescimento. No total, 136 mil pessoas estavam ocupados neste grupamento. Nenhuma atividade apresentou queda significativa nas ocupações no período.

Caem percentuais de pessoas desocupadas, subocupadas e que desistiram de procurar emprego

No 1º trimestre de 2022, no Amazonas, o número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas apresentou queda (-28,9%), em relação ao mesmo trimestre de 2021, com 46 mil pessoas a menos nessa condição. No mesmo período, caiu o número de pessoas desocupadas, com 73 mil pessoas a menos nessa condição, queda de 22,2%. Em relação com o último trimestre de 2021, no entanto, os indicadores mantiveram estabilidade na pesquisa.

Os desalentados, aqueles sem ocupação que desistiram de procurar emprego, por perderem a esperança de encontrar, somaram 103 mil pessoas, no 1° trimestre de 2022; 17 mil a menos (-14,2%), em relação ao trimestre anterior, significando estabilidade. Já em relação ao mesmo trimestre de 2021, houve redução de 22,2% no número de desalentados (61 mil a menos).

A força de trabalho potencial, formada por pessoas que possuíam potencial de se transformar em força de trabalho, partiu de 207 mil pessoas, no último trimestre de 2021, para 185 mil pessoas, no 1º trimestre de 2022 (-2,2%); e apresentou queda de 36,0% (-104 mil pessoas), na comparação com o mesmo trimestre de 2021. 

No 1º trimestre, no Amazonas, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial, em relação à força de trabalho ampliada) foi de 25,7%. O indicador é 1,7 ponto percentual inferior ao registrado no trimestre anterior, quando bateu 27,3%. Com relação ao mesmo trimestre do ano passado, a redução foi de 10,3 pontos percentuais.

A taxa combinada de desocupação e subocupação por insuficiência de horas trabalhadas foi de 18,7%, no Estado, 0,8 ponto percentual a menos, em relação ao trimestre anterior. Além da taxa combinada, a taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas caiu 0,8 p.p., partindo de 7,4% para 6,6%, do 4º trimestre de 2021 para o 1º trimestre de 2022.

No 1º trimestre de 2022, em relação ao mesmo trimestre de 2021, houve queda em todos os indicadores de subutilização, no Estado: na taxa de desocupação (-4,6%); na taxa combinada de desocupação e subocupação por insuficiência de horas trabalhadas (-7,3%); na taxa combinada de desocupação e força de trabalho potencial (-8,2%), na taxa composta de subutilização da força de trabalho (-10,3%), na taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas (-3,7%) e, também, no percentual de pessoas desalentadas na população na força de trabalho ou desalentada (-3,1%). 

Rendimento médio apresenta estabilidade

O rendimento médio de todos os trabalhos das pessoas ocupadas manteve-se estável, com variação de 4,4%, em relação ao trimestre anterior (R$81 a mais, em valor monetário), passando de R$ 1.839,00, no 4º trimestre de 2021, para R$ 1.920. Já em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a variação foi de -1,9%, R$ 37,00 a menos no rendimento médio do trabalhador do Amazonas, o que também representa estabilidade.

A massa de rendimentos é um indicador que demonstra qual foi a soma dos rendimentos brutos habitualmente recebidos, de todas as pessoas ocupadas em todos os trabalhos que tinham, na semana de referência da pesquisa. A massa de rendimentos reflete quanto os salários dos trabalhadores contribuiu para a economia.

No 1º trimestre de 2022, este valor chegou a 2,98 bilhões, o que representou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Na comparação desse indicador com o mesmo trimestre do ano anterior, os dados também são considerados estatisticamente estáveis.

*com informações do IBGE

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