O ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, foi preso na quarta-feira (06) em Curitiba, suspeito de estuprar uma paciente que estava em trabalho de parto no município de Teixeira Soares, na região central do Paraná. Segundo a Polícia Civil, o médico já havia sido denunciado anteriormente por outras três mulheres que relataram abusos semelhantes durante atendimentos.
De acordo com as investigações, a vítima procurou a polícia após ver notícias sobre outras denúncias contra o médico. Ela afirmou que sofreu abuso enquanto passava por um exame antes do parto e relatou que o ginecologista passou cerca de cinco minutos tocando sua genitália sem necessidade médica.
O caso foi registrado como estupro de vulnerável porque, segundo a polícia, a paciente estava em uma condição que impossibilitava qualquer reação durante o atendimento.
A Polícia Civil informou que, por causa da idade, ele poderá ser transferido para prisão domiciliar.
Denúncias
O ginecologista já havia se tornado réu em outro processo por violação sexual mediante fraude após denúncias feitas por mulheres da cidade de Irati. Outras duas vítimas também procuraram a polícia, mas os casos já haviam prescrito e não poderão gerar novos processos criminais.
Segundo a investigação, os relatos das vítimas apresentam semelhanças e indicam um suposto padrão de comportamento repetido ao longo de décadas.
O delegado Luis Henrique Dobrychtop afirmou que muitas mulheres demoraram para denunciar o médico por medo da influência política dele na região.
Além de ginecologista, Felipe Lucas também foi vereador, prefeito de Irati e deputado estadual no Paraná. Em 2020, chegou a disputar as eleições para vice-prefeito do município.
O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informou que abriu sindicância para apurar o caso. Já o Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS) Amcespar afirmou que o médico pediu afastamento temporário das funções desde o dia 9 de abril.
A defesa de Felipe Lucas negou os crimes e afirmou que a prisão é ilegal.
* Com informações do G1
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