Às vésperas do Dia das Mães, celebrado neste domingo (10/05), o Governo do Amazonas destaca a ampliação de políticas públicas voltadas às mulheres. As ações incluem saúde, assistência social, geração de renda e habitação.

Os programas começaram na gestão do ex-governador e presidente estadual do União Brasil, Wilson Lima, e seguem em execução no governo de Roberto Cidade, também do partido.

“Estamos ampliando ações que garantem dignidade, saúde e autonomia para as mães amazonenses, fortalecendo uma rede de proteção que alcança desde o pré-natal até a geração de renda”, afirma o governador Roberto Cidade.

Queda da mortalidade materna e ampliação da rede de saúde

Dados da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) apontam redução da mortalidade materna no estado. Em 2025, o Amazonas registrou queda de 25% em relação a 2024, ano em que a redução já havia sido de 39,2%.

Além disso, o estado reduziu em 11% a mortalidade infantil. Segundo o governo, o resultado está relacionado à ampliação da rede assistencial e à abertura de mais de 85 leitos neonatais em diferentes municípios.

O avanço também é atribuído à ampliação do pré-natal, ao aumento da oferta de exames, como testes rápidos de HIV e sífilis, e à qualificação de profissionais da saúde para identificação precoce de riscos durante a gestação.

Rede Cegonha acompanha mais de 81 mil gestantes

Entre os principais programas está a Rede Cegonha, coordenada pela SES-AM. A iniciativa organiza o atendimento materno-infantil desde o pré-natal até os dois primeiros anos de vida da criança.

A rede integra maternidades, atenção básica e atendimento especializado. Com isso, as gestantes recebem orientação antecipada sobre o local do parto, reduzindo a busca por vagas de última hora.

Atualmente, o programa acompanha cerca de 81 mil gestantes e 210 mil crianças por ano, garantindo acesso a vacinas, teste do pezinho e consultas de rotina.

Durante o parto, o estado mantém enfermeiros obstetras, Centros de Parto Normal e equipes capacitadas para atendimento de urgência e redução de cesarianas desnecessárias. No pós-parto, a rede oferece bancos de leite humano, leitos neonatais e acompanhamento da saúde infantil.

Estado amplia exames e atendimento especializado

O governo também ampliou o acesso a serviços especializados. Entre as ações, estão a redução da fila de mamografias na regulação estadual e a implantação do Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu), vinculado à Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon).

A unidade é voltada exclusivamente à realização de conizações e tem capacidade para até 3 mil procedimentos por ano.

Já o programa +Saúde da Mulher ampliou o acesso a consultas, exames e cirurgias ginecológicas. A meta é realizar até 8 mil procedimentos até o fim de 2026, além de manter cerca de 10 mil ultrassonografias mensais.

Enquanto isso, o Saúde AM Digital oferece atendimento por telemedicina, incluindo consultas ginecológicas, principalmente para mulheres do interior do estado.

Na rede materno-infantil, maternidades como Maternidade Balbina Mestrinho, Maternidade Ana Braga e Maternidade Dona Lindu passaram por modernização e receberam Centros de Parto Normal intra-hospitalares.

Programas sociais atendem mães chefes de família

Na área de proteção social, o Amazonas criou o Cadastro Estadual de Mães Atípicas, instituído pela Lei nº 7.809/2025. Além disso, o estado reservou 3% das vagas de emprego para mães de pessoas com deficiência, em articulação entre governo e iniciativa privada.

O Auxílio Estadual atende mais de 300 mil famílias. Segundo o governo, cerca de 90% dos beneficiários são mulheres chefes de família, o equivalente a mais de 271 mil mães que recebem R$ 150 mensais.

Além disso, o Crédito Rosa, voltado ao empreendedorismo feminino, já beneficiou mais de 4,5 mil mulheres e movimentou mais de R$ 29 milhões na economia. Somente em 2025, o programa liberou mais de R$ 23 milhões.

Amazonas Meu Lar prioriza mulheres na titularidade dos imóveis

Na habitação, o programa Amazonas Meu Lar, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), prioriza mães chefes de família na titularidade dos imóveis e na entrega de títulos definitivos.

Para o ex-governador Wilson Lima, os resultados refletem políticas estruturadas nos últimos anos.

“Estruturamos políticas que hoje permitem ao estado avançar com mais eficiência, com foco na saúde, na assistência e na inclusão produtiva das mães”, diz.

O segundo vice-presidente estadual do União Brasil e ex-secretário da Sedurb e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Marcellus Campêlo, afirma que os investimentos buscam melhorar a qualidade de vida da população, especialmente das mulheres.

“No Amazonas Meu Lar, assim como em outros programas conduzidos na Sedurb e UGPE, há um foco todo especial na mulher, nas mães que sustentam suas famílias. É assim, por exemplo, com relação às entregas de moradias, a tão sonhada casa própria, em que a titularidade do imóvel fica em nome das mães. São políticas que se conectam e ampliam o impacto social das ações”, afirma.

(*) Com informações da assessoria

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